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Bolsonarismo, PSDB e PT põem força à prova na região

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Empreitada eleitoral no Grande ABC começa hoje após onda conservadora que favoreceu Bolsonaro e varreu petismo


Fabio Martins
do Diário do Grande ABC

27/09/2020 | 07:06


A campanha eleitoral que se inicia formalmente hoje em todo o País coloca à prova força do bolsonarismo, testa o poder do tucanato e vira aposta de resgaste do PT no Grande ABC. O PSB, por sua vez, tenta surpreender.

Frente a esse cenário, o prazo do registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral se encerrou ontem e, a partir de hoje, até o dia 14 de novembro, os candidatos a prefeito e vereador, partidos políticos e coligações já podem pedir abertamente votos nas ruas, assim como é permitido dar largada à propaganda eleitoral – as datas sofreram mudança em decorrência do avanço da pandemia de Covid-19.

A empreitada principiada na região, a exemplo da expectativa em capitais e outras cidades-chave, é considerada ressonância para o pleito daqui dois anos, a despeito de o panorama local pesar – e muito – na escolha das urnas. Fato é que as disputas estadual e nacional, com pitadas ideológicas, tendem a interferir no âmbito municipal. O discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – vencedor nas sete cidades em 2018 – serve de base a série de postulantes majoritários, na defesa das bandeiras do conservadorismo na busca por transpor o páreo atual.

A maioria dos adeptos está concentrada no PSL e PRTB, ex-casa do presidente e sigla do vice Hamilton Mourão, respectivamente. São ao menos dez nesta toada, entre eles o vereador Rafael Demarchi (PSL, São Bernardo), o também parlamentar Sargento Lobo (Patriota, Santo André) , Thiago Tortorello (PRTB, São Caetano), Nilson Bonome (PSL, São Caetano), Denise Ventrici (PRTB, Diadema) e o policial federal Mauro Roman (PRTB, Mauá). Todos eles admitem avocar a imagem de Bolsonaro.

Próximo à família do presidente e ex-assessor do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), Paulo Eduardo Lopes (PRTB), candidato a vereador em São Bernardo, considerou que a onda pró-Bolsonaro “não passou”. “Avaliamos que pode ser maior (do que dois anos atrás). Aqueles que, verdadeiramente, já estão trabalhando há bastante tempo as ideias alinhadas às de Bolsonaro, (acreditamos) que possa sim ter influência positiva nessas eleições”, alegou, pontuando que, desta vez, contudo, a família estabeleceu filtro para apoios. Frisou que muitos candidatos têm conexão de pensamentos, mas alguns usam a situação para enganar o público. “Dá para identificar, inclusive, pelas redes sociais. Se não é só de momento. Não enxergo relação de quem está no PSL, por exemplo.”

O PSDB desponta no pleito com a proposta de manter a hegemonia – atualmente, possui o comando de quatro prefeituras: Santo André (Paulo Serra), São Bernardo (Orlando Morando), São Caetano (José Auricchio Júnior) e Ribeirão Pires (Adler Kiko Teixeira), prisma inédito. Entram na corrida com desafio de renovar o mandato sem contar com o auxílio obtido da onda João Doria, de 2016 – ganhou no primeiro turno. Há dois anos, no entanto, sofreu para bater Márcio França (PSB), que teve êxito em cinco cidades da região, atingindo 51% do eleitorado. O socialista, aliás, é candidato na Capital e busca ajudar correligionários nas divisas – o PSB apresenta cinco prefeituráveis. O tucanato lançará ainda nome em Diadema, com o vereador Ricardo Yoshio, e Mauá, com o empresário José Roberto Lourencini.

Auricchio avaliou que, diante da atual conjuntura, a população estará focada em candidatos que “tenham projetos para entregar durante a campanha”. Segundo ele, não deve haver nova onda a favor de Bolsonaro nestas eleições. “O eleitor quer saúde, educação, remédio. A polarização ficará a cargo das disputas para o governo federal, como vimos em 2018”, disse o tucano, ao acrescentar que esse pleito será o mais importante da República dos últimos tempos por conta da crise. “Todos os candidatos enfrentarão impactos sociais, na economia, na educação. Enquanto não houver a definição de imunização, a pandemia vai permear as ações políticas, acredito, que até início de 2022.”

O PT mira reviravolta neste processo para retomar o poder em seu reduto, onde já chegou a chefiar cinco dos sete municípios, nos anos 2000 – e pela primeira vez na história está fora de todos. Não à toa duelará com medalhões em Diadema, São Bernardo e Rio Grande da Serra, nas figuras dos ex-prefeitos José de Filippi (três mandatos), Luiz Marinho (dois governos) e Ramon Velasquez (1999-2004). É o único partido que apresenta candidato em cada cidade. Em Mauá e Santo André, com longa trajetória do petismo, foram oficializados os vereadores Marcelo Oliveira e Bete Siraque.

Coordenador regional do PT, Brás Marinho sustentou que o PT entra motivado para a corrida, em especial devido ao diferente momento político, tendo avaliação que é possível desempenho mais satisfatório na região. “Ambiente melhorou bastante em relação a 2016, no que se refere a questão de resistência ao partido. Naquela ocasião se chegou ao fundo do poço. Agora já voltamos a ter média de 19%, 20% (de aceitação) no Estado. Não dá sequer para comparar. Sentimos a diferença nas ruas, nas caminhadas.”

Comícios e materiais gráficos ficam liberados

Justiça Eleitoral libera a partir de hoje engrenar a empreitada de modo efetivo. É o dia que já pode tirar o prefixo ‘pré’ da campanha e da candidatura. Além desta autorização, fica permitido colocar para funcionar altofalantes ou amplificadores de som, realizar comícios e iniciar distribuição de material gráfico, caminhada, carreata e passeata, além de possibilitada a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de anúncios de propaganda eleitoral.

A partir da data de hoje, por outro lado, fica proibida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral. Pesquisas de opinião feitas por institutos, relativas às eleições ou a aprovação de governo, já começaram na prática. A publicação dos dados, a princípio, surgiu somente na Capital, apontando cenários momentâneos do pleito. Os estudos, para veiculação, ficam obrigados a ser registrados em sistema próprio do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo).

Nas sete cidades, cinco prefeitos irão concorrer à reeleição – as exceções são Diadema e Rio Grande da Serra.

O Grande ABC contabiliza 56 candidaturas majoritárias. A cidade da região que apresenta maior número de prefeituráveis é justamente Diadema – são 13 nomes no páreo –, seguida de Mauá, que tem 11 postulantes na disputa. São Bernardo deve contabilizar seis quadros. São Caetano e Santo André têm número idêntico de pleiteantes ao cargo: oito. Ribeirão Pires e Rio Grande também computam quantidade igual. Cinco, no total.



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Bolsonarismo, PSDB e PT põem força à prova na região

Empreitada eleitoral no Grande ABC começa hoje após onda conservadora que favoreceu Bolsonaro e varreu petismo

Fabio Martins
do Diário do Grande ABC

27/09/2020 | 07:06


A campanha eleitoral que se inicia formalmente hoje em todo o País coloca à prova força do bolsonarismo, testa o poder do tucanato e vira aposta de resgaste do PT no Grande ABC. O PSB, por sua vez, tenta surpreender.

Frente a esse cenário, o prazo do registro das candidaturas junto à Justiça Eleitoral se encerrou ontem e, a partir de hoje, até o dia 14 de novembro, os candidatos a prefeito e vereador, partidos políticos e coligações já podem pedir abertamente votos nas ruas, assim como é permitido dar largada à propaganda eleitoral – as datas sofreram mudança em decorrência do avanço da pandemia de Covid-19.

A empreitada principiada na região, a exemplo da expectativa em capitais e outras cidades-chave, é considerada ressonância para o pleito daqui dois anos, a despeito de o panorama local pesar – e muito – na escolha das urnas. Fato é que as disputas estadual e nacional, com pitadas ideológicas, tendem a interferir no âmbito municipal. O discurso do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – vencedor nas sete cidades em 2018 – serve de base a série de postulantes majoritários, na defesa das bandeiras do conservadorismo na busca por transpor o páreo atual.

A maioria dos adeptos está concentrada no PSL e PRTB, ex-casa do presidente e sigla do vice Hamilton Mourão, respectivamente. São ao menos dez nesta toada, entre eles o vereador Rafael Demarchi (PSL, São Bernardo), o também parlamentar Sargento Lobo (Patriota, Santo André) , Thiago Tortorello (PRTB, São Caetano), Nilson Bonome (PSL, São Caetano), Denise Ventrici (PRTB, Diadema) e o policial federal Mauro Roman (PRTB, Mauá). Todos eles admitem avocar a imagem de Bolsonaro.

Próximo à família do presidente e ex-assessor do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), Paulo Eduardo Lopes (PRTB), candidato a vereador em São Bernardo, considerou que a onda pró-Bolsonaro “não passou”. “Avaliamos que pode ser maior (do que dois anos atrás). Aqueles que, verdadeiramente, já estão trabalhando há bastante tempo as ideias alinhadas às de Bolsonaro, (acreditamos) que possa sim ter influência positiva nessas eleições”, alegou, pontuando que, desta vez, contudo, a família estabeleceu filtro para apoios. Frisou que muitos candidatos têm conexão de pensamentos, mas alguns usam a situação para enganar o público. “Dá para identificar, inclusive, pelas redes sociais. Se não é só de momento. Não enxergo relação de quem está no PSL, por exemplo.”

O PSDB desponta no pleito com a proposta de manter a hegemonia – atualmente, possui o comando de quatro prefeituras: Santo André (Paulo Serra), São Bernardo (Orlando Morando), São Caetano (José Auricchio Júnior) e Ribeirão Pires (Adler Kiko Teixeira), prisma inédito. Entram na corrida com desafio de renovar o mandato sem contar com o auxílio obtido da onda João Doria, de 2016 – ganhou no primeiro turno. Há dois anos, no entanto, sofreu para bater Márcio França (PSB), que teve êxito em cinco cidades da região, atingindo 51% do eleitorado. O socialista, aliás, é candidato na Capital e busca ajudar correligionários nas divisas – o PSB apresenta cinco prefeituráveis. O tucanato lançará ainda nome em Diadema, com o vereador Ricardo Yoshio, e Mauá, com o empresário José Roberto Lourencini.

Auricchio avaliou que, diante da atual conjuntura, a população estará focada em candidatos que “tenham projetos para entregar durante a campanha”. Segundo ele, não deve haver nova onda a favor de Bolsonaro nestas eleições. “O eleitor quer saúde, educação, remédio. A polarização ficará a cargo das disputas para o governo federal, como vimos em 2018”, disse o tucano, ao acrescentar que esse pleito será o mais importante da República dos últimos tempos por conta da crise. “Todos os candidatos enfrentarão impactos sociais, na economia, na educação. Enquanto não houver a definição de imunização, a pandemia vai permear as ações políticas, acredito, que até início de 2022.”

O PT mira reviravolta neste processo para retomar o poder em seu reduto, onde já chegou a chefiar cinco dos sete municípios, nos anos 2000 – e pela primeira vez na história está fora de todos. Não à toa duelará com medalhões em Diadema, São Bernardo e Rio Grande da Serra, nas figuras dos ex-prefeitos José de Filippi (três mandatos), Luiz Marinho (dois governos) e Ramon Velasquez (1999-2004). É o único partido que apresenta candidato em cada cidade. Em Mauá e Santo André, com longa trajetória do petismo, foram oficializados os vereadores Marcelo Oliveira e Bete Siraque.

Coordenador regional do PT, Brás Marinho sustentou que o PT entra motivado para a corrida, em especial devido ao diferente momento político, tendo avaliação que é possível desempenho mais satisfatório na região. “Ambiente melhorou bastante em relação a 2016, no que se refere a questão de resistência ao partido. Naquela ocasião se chegou ao fundo do poço. Agora já voltamos a ter média de 19%, 20% (de aceitação) no Estado. Não dá sequer para comparar. Sentimos a diferença nas ruas, nas caminhadas.”

Comícios e materiais gráficos ficam liberados

Justiça Eleitoral libera a partir de hoje engrenar a empreitada de modo efetivo. É o dia que já pode tirar o prefixo ‘pré’ da campanha e da candidatura. Além desta autorização, fica permitido colocar para funcionar altofalantes ou amplificadores de som, realizar comícios e iniciar distribuição de material gráfico, caminhada, carreata e passeata, além de possibilitada a divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso, de anúncios de propaganda eleitoral.

A partir da data de hoje, por outro lado, fica proibida a realização de enquetes relacionadas ao processo eleitoral. Pesquisas de opinião feitas por institutos, relativas às eleições ou a aprovação de governo, já começaram na prática. A publicação dos dados, a princípio, surgiu somente na Capital, apontando cenários momentâneos do pleito. Os estudos, para veiculação, ficam obrigados a ser registrados em sistema próprio do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo).

Nas sete cidades, cinco prefeitos irão concorrer à reeleição – as exceções são Diadema e Rio Grande da Serra.

O Grande ABC contabiliza 56 candidaturas majoritárias. A cidade da região que apresenta maior número de prefeituráveis é justamente Diadema – são 13 nomes no páreo –, seguida de Mauá, que tem 11 postulantes na disputa. São Bernardo deve contabilizar seis quadros. São Caetano e Santo André têm número idêntico de pleiteantes ao cargo: oito. Ribeirão Pires e Rio Grande também computam quantidade igual. Cinco, no total.

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