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Startup de Mauá cria dispositivo para retirar paciente da maca

Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Com o apoio de incubadora e do Sebrae,
empresários investem R$ 150 mil no projeto


Marina Teodoro
Do Diário do Grande ABC

06/07/2015 | 07:02


Em tempos de crise e desemprego, é cada vez mais comum que o trabalhador deixe de ser funcionário, para virar o próprio patrão. De acordo com o gerente regional do Sebrae, Arthur Eugênio, é uma tendência partir para o negócio próprio. Foi assim que o administrado de empresas Alexandre Quintal, 51 anos, de São Bernardo, e o engenheiro mecânico Carlos Luz, que mora em São Paulo, criaram a CAM Medical Systems Brasil, para fabricar o EasyTransfer.

O dispositivo que ajuda na transferência de pacientes da maca para a cama, ou para a cadeira de rodas, surgiu partindo da percepção da dificuldade de um amigo em comum que estava hospitalizado passou, ao ter que fazer essa movimentação. “Descobrimos que enfermeiros faziam esse procedimento sem nenhum equipamento adequado, gerando inclusive lesões para o próprio profissional e o paciente”, afirma Quintal. Eles então criaram uma espécie de colchão que tem alças, em polímero expandido, revestido de nylon resinado, impermeável e dobrável, que facilita a tarefa.

Com investimento de R$ 150 mil de recursos próprios, ele e o sócio conseguiram montar a fábrica para produção do dispositivo, que possui tecnologia desenvolvida por eles e já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “Como já tínhamos o dinheiro, pulamos a etapa da busca por investidores e, mesmo assim, o processo até que o produto fosse lançado durou dois anos”, diz Quintal.

“Fomos orientados pelo Sebrae sobre as necessidades para criação da empresa. Com uma consultoria sobre startups e indicações, conseguimos um local em uma incubadora para iniciar nosso negócio”, conta Luz. Pertencente à Prefeitura, o Espaço Empreendedor Barão de Mauá, endereço da CAM Medical, dá suporte para projetos inovadores selecionados com potencial de viabiliadade econômica.“Pagamos só R$ 500 de aluguel, o que diminuiu muito nosso custo com a fábrica e facilitou a aprovação da Anvisa, pois já era um espaço adaptado conforme as regras”, explica Luz.

Ele cita que a empresa conta com apenas um concorrente nacional e dois internacionais. “Um dos nossos diferenciais é o preço acessível. Estamos estimando em R$ 2.500 cada dispositivo”, explica. A empresa prevê lançamento para esse mês e tem como meta, ao final deste semestre, vender cerca de 40 equipamentos por mês. Os clientes serão hospitais, clínicas e lares de idosos.

Startup é sinônimo de empresa iniciante, mas que possui uma ideia diferente e procura um modelo de negócio e investidores, que podem fazê-la crescer rapidamente e gerar lucros. Porém, esse tipo de negócio corre riscos, e para atrair apoio e parcerias, o Sebrae orienta com oficinas e cursos especializados. “Existem varias entidades que apoiam startups, mas é preciso de um plano de negócio convincente”, explica Arthur Eugênio.

O gerente regional do Sebrae conta que há consultores que podem indicar como o futuro empresário pode viabilizar a criação do próprio negócio. “O primeiro passo é desenvolver a ideia. Depois analisar a viabilidade. E, então, montar um plano de negócio”, conta Eugênio. Ele lembra que é muito importante ter um capital inicial, “afinal, não basta ter uma boa ideia”.

DESAFIO - A universidade é um bom lugar para surgirem ideias inovadoras de estudantes, que podem se tornar empreendedores. Pensando nisso, a Agência de Inovação da UFABC (Universidade Federal do ABC) fez neste ano o 1º Desafio UFABC de Empreendedorismo. O objetivo não foi só revelar projetos promissores de dentro da instituição, mas abrir a oportunidade também para a comunidade, incluindo alunos de escolas técnicas da região, conta o chefe da divisão do Empreendedorismo Tecnologico da Agência de Inovação, o professor Alberto Suen. E a final, realizada na semana passada, revelou jovens talentos. O primeiro colocado foi Daniel Labriola, da ETEC Lauro Gomes, de São Bernardo, por projeto de cadeira de rodas controlada por voz.

O desafio rendeu elogios de representantes de entidades que apoiam projetos de inovação, como o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, Giovanni Rocco. Ele viu na ideia de Labriola e em outras apresentadas no evento potenciais para participar de incubadoras de empresas da região.

INCUBADORAS - Incubadoras de empresas são espaços dedicados a apoiar projetos de novos empreendedores que tenham ideias inovadoras, para lhes dar condições de se desenvolver e se firmar no mercado nos primeiros anos de existência. Dois programas desse tipo na região, em Santo André e em Mauá, estão com vagas abertas para selecionar quem se enquadra nesses requisitos.

A de Santo André, gerida pela Prefeitura em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, dispõe de dez oportunidades. No município, quem for selecionado terá infraestrutura (incluindo o espaço físico) e consultorias gratuitas em gestão financeira, comercial, marketing e outras.

Em Mauá, a incubadora, que pertence à Prefeitura, tem mais 17 vagas disponíveis. Os galpões têm aluguel que varia de R$ 337,50 a R$ 675, mas são oferecidos gratuitamente cursos para os empreendedores participantes. “Incentivar iniciativas produtivas é fundamental para a retomada do crescimento”, diz Aldo Cursino, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mauá. (com Redação)



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Startup de Mauá cria dispositivo para retirar paciente da maca

Com o apoio de incubadora e do Sebrae,
empresários investem R$ 150 mil no projeto

Marina Teodoro
Do Diário do Grande ABC

06/07/2015 | 07:02


Em tempos de crise e desemprego, é cada vez mais comum que o trabalhador deixe de ser funcionário, para virar o próprio patrão. De acordo com o gerente regional do Sebrae, Arthur Eugênio, é uma tendência partir para o negócio próprio. Foi assim que o administrado de empresas Alexandre Quintal, 51 anos, de São Bernardo, e o engenheiro mecânico Carlos Luz, que mora em São Paulo, criaram a CAM Medical Systems Brasil, para fabricar o EasyTransfer.

O dispositivo que ajuda na transferência de pacientes da maca para a cama, ou para a cadeira de rodas, surgiu partindo da percepção da dificuldade de um amigo em comum que estava hospitalizado passou, ao ter que fazer essa movimentação. “Descobrimos que enfermeiros faziam esse procedimento sem nenhum equipamento adequado, gerando inclusive lesões para o próprio profissional e o paciente”, afirma Quintal. Eles então criaram uma espécie de colchão que tem alças, em polímero expandido, revestido de nylon resinado, impermeável e dobrável, que facilita a tarefa.

Com investimento de R$ 150 mil de recursos próprios, ele e o sócio conseguiram montar a fábrica para produção do dispositivo, que possui tecnologia desenvolvida por eles e já foi aprovado pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). “Como já tínhamos o dinheiro, pulamos a etapa da busca por investidores e, mesmo assim, o processo até que o produto fosse lançado durou dois anos”, diz Quintal.

“Fomos orientados pelo Sebrae sobre as necessidades para criação da empresa. Com uma consultoria sobre startups e indicações, conseguimos um local em uma incubadora para iniciar nosso negócio”, conta Luz. Pertencente à Prefeitura, o Espaço Empreendedor Barão de Mauá, endereço da CAM Medical, dá suporte para projetos inovadores selecionados com potencial de viabiliadade econômica.“Pagamos só R$ 500 de aluguel, o que diminuiu muito nosso custo com a fábrica e facilitou a aprovação da Anvisa, pois já era um espaço adaptado conforme as regras”, explica Luz.

Ele cita que a empresa conta com apenas um concorrente nacional e dois internacionais. “Um dos nossos diferenciais é o preço acessível. Estamos estimando em R$ 2.500 cada dispositivo”, explica. A empresa prevê lançamento para esse mês e tem como meta, ao final deste semestre, vender cerca de 40 equipamentos por mês. Os clientes serão hospitais, clínicas e lares de idosos.

Startup é sinônimo de empresa iniciante, mas que possui uma ideia diferente e procura um modelo de negócio e investidores, que podem fazê-la crescer rapidamente e gerar lucros. Porém, esse tipo de negócio corre riscos, e para atrair apoio e parcerias, o Sebrae orienta com oficinas e cursos especializados. “Existem varias entidades que apoiam startups, mas é preciso de um plano de negócio convincente”, explica Arthur Eugênio.

O gerente regional do Sebrae conta que há consultores que podem indicar como o futuro empresário pode viabilizar a criação do próprio negócio. “O primeiro passo é desenvolver a ideia. Depois analisar a viabilidade. E, então, montar um plano de negócio”, conta Eugênio. Ele lembra que é muito importante ter um capital inicial, “afinal, não basta ter uma boa ideia”.

DESAFIO - A universidade é um bom lugar para surgirem ideias inovadoras de estudantes, que podem se tornar empreendedores. Pensando nisso, a Agência de Inovação da UFABC (Universidade Federal do ABC) fez neste ano o 1º Desafio UFABC de Empreendedorismo. O objetivo não foi só revelar projetos promissores de dentro da instituição, mas abrir a oportunidade também para a comunidade, incluindo alunos de escolas técnicas da região, conta o chefe da divisão do Empreendedorismo Tecnologico da Agência de Inovação, o professor Alberto Suen. E a final, realizada na semana passada, revelou jovens talentos. O primeiro colocado foi Daniel Labriola, da ETEC Lauro Gomes, de São Bernardo, por projeto de cadeira de rodas controlada por voz.

O desafio rendeu elogios de representantes de entidades que apoiam projetos de inovação, como o secretário executivo da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, Giovanni Rocco. Ele viu na ideia de Labriola e em outras apresentadas no evento potenciais para participar de incubadoras de empresas da região.

INCUBADORAS - Incubadoras de empresas são espaços dedicados a apoiar projetos de novos empreendedores que tenham ideias inovadoras, para lhes dar condições de se desenvolver e se firmar no mercado nos primeiros anos de existência. Dois programas desse tipo na região, em Santo André e em Mauá, estão com vagas abertas para selecionar quem se enquadra nesses requisitos.

A de Santo André, gerida pela Prefeitura em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, dispõe de dez oportunidades. No município, quem for selecionado terá infraestrutura (incluindo o espaço físico) e consultorias gratuitas em gestão financeira, comercial, marketing e outras.

Em Mauá, a incubadora, que pertence à Prefeitura, tem mais 17 vagas disponíveis. Os galpões têm aluguel que varia de R$ 337,50 a R$ 675, mas são oferecidos gratuitamente cursos para os empreendedores participantes. “Incentivar iniciativas produtivas é fundamental para a retomada do crescimento”, diz Aldo Cursino, secretário de Desenvolvimento Econômico de Mauá. (com Redação)

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