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Estado destaca papel do Grande ABC em estratégia para ampliar segurança hídrica

Região é apontada como parceira nas ações de prevenção à estiagem, abastecimento, drenagem e ampliação da oferta de água

19/06/2026 | 16:00
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FOTO: Divulgação/Semil
FOTO: Divulgação/Semil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Governo do Estado destacou nesta sexta-feira (19) a importância do Grande ABC para a estratégia estadual de segurança hídrica e enfrentamento dos efeitos climáticos, durante coletiva de imprensa realizada na Capital sobre o aperfeiçoamento da metodologia de monitoramento da segurança hídrica da Região Metropolitana, a secretária de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística do Estado, Natália Resende, afirmou que a região tem papel relevante tanto nas ações de prevenção à estiagem quanto nos projetos voltados ao abastecimento de água e combate a enchentes. 

“O Grande ABC tem sido muito parceiro e tem um papel muito importante para a gente implementar ações diversas.”, afirmou Natália,

Entre os exemplos mencionados pela secretária está a recuperação do córrego Taioca, em Santo André. De acordo com ela, a despoluição do curso d’água foi possível após investimentos em coleta e tratamento de esgoto, beneficiando cerca de 40 mil moradores do local. A iniciativa, segundo a gestora, contribui para a resiliência hídrica.

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Sobre projetos específicos para o Grande ABC, a secretária afirmou que o Estado vem ampliando investimentos em obras de saneamento e segurança hídrica. “Estamos investindo muito no Grande ABC tanto na parte de universalização, para expandir a questão da coleta e tratamento de esgoto, que em várias áreas ainda não havia essa coleta, quanto também para resiliência hídrica.” Entre as intervenções citadas está a expansão da ETA (Estação de Tratamento de Água) Rio Grande, que recebeu uma ampliação de 400 litros por segundo e deverá ampliar para 500 litros por segundo até o fim deste ano, segundo a secretária.

Ela também mencionou obras de drenagem e controle de enchentes, além de projetos desenvolvidos em parceria com as prefeituras da região. Um dos exemplos citados é o piscinão Jaboticabal, entregue no ano passado, apontado pelo governo como uma estrutura que já contribuiu para reduzir impactos das chuvas em municípios como São Caetano, São Bernardo e também na Capital.

MUDANÇAS 

A atualização das ações da metodologia da Região Metropolitana será oficializada na próxima segunda-feira (22) por meio de deliberação da Arsesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo). Entre as alterações está a ampliação da base histórica utilizada para analisar o comportamento hidrológico, que passará a considerar os últimos 15 anos, com o objetivo de ter mais precisão e aumentar a capacidade de antecipar riscos e monitorar eventos climáticos mais recentes, como os fenômenos El Niño e La Niña.

Outra mudança será a criação de uma curva específica de acompanhamento para o Sistema Cantareira, principal conjunto de reservatórios responsável pelo abastecimento da Grande São Paulo. Segundo o governo, o sistema apresenta comportamento hidrológico diferente dos demais mananciais que compõem o Sistema Integrado Metropolitano.

O Estado também informou que a definição das faixas de contingência passará a ocorrer mensalmente, após análise técnica realizada pelo Comitê de Integração das Agências para a Segurança Hídrica. Atualmente, a avaliação considera períodos mais curtos para avanço ou recuo das medidas.

O diretor-presidente da Arsesp, Diego Domingues, explicou que as faixas de atuação que orientam a evolução das medidas de contingência seguem as mesmas. “O que muda é que, em vez de adotarmos o prazo de sete dias para avançarmos de faixa, e 14 dias para voltarmos à faixa anterior, passaremos a avaliar mensalmente o cenário no Comitê de Integração das Agências”, explicou o diretor-presidente.

A nova periodicidade segue a adotada pela ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e pela SP Águas para o Sistema Cantareira. 

O governo estadual também apresentou um balanço das obras de resiliência hídrica em andamento. Entre os projetos já concluídos estão as transferências de água dos sistemas Itapanhaú e Guaratuba. Outras intervenções seguem em execução, incluindo a implantação de 31 reservatórios em 24 centros de reservação. Para 2027, está prevista a conclusão da transposição Billings-Taiaçupeba, obra que deverá acrescentar 4.000 litros por segundo ao sistema de abastecimento.

Segundo o governo paulista, o conjunto de investimentos em resiliência hídrica no Estado ultrapassa R$ 25 bilhões e inclui ainda projetos de barragens, sistemas adutores e revitalização de cursos d’água.

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