Inovação Sabesp instala 31 equipamentos em Santo André e Mauá; resposta a vazamentos deve passar de 2 horas para 15 minutos
FOTO: Divulgação/Governo de São Paulo

As cidades de Santo André e Mauá estão recebendo um projeto-piloto da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para aumentar a agilidade na solução de vazamentos e evitar desperdício de água. A partir de uma nova tecnologia, intitulada SMRs (Setores de Manobra Remota), a ação reduziu o tempo de atendimento às ocorrências de reparo para 15 minutos, o que antes chegava a 2 horas.
O sistema combina sensores e automação para monitorar a rede de abastecimento e realizar ajustes automáticos à distância. Segundo a Sabesp, a inovação permite o fechamento e a abertura da passagem de água de forma totalmente remota, diferentemente do modelo antigo que dependia exclusivamente de trabalho manual. Agora, as áreas atendidas passam a ter dados e acompanhamento em tempo real.
Até o momento, foram instalados 25 equipamentos em Mauá e seis em Santo André, com investimento que totalizam R$ 19 milhões. Atualmente, o projeto abrange 19 bairros, como o Parque das Nações, na cidade andreeense, e o Jardim Zaíra, no município mauaense.
A escolha das cidades do Grande ABC passou pela necessidade de melhorar a eficiência operacional das tubulações de água, conforme explicou a Sabesp. Além da região, a Capital também recebeu o projeto piloto. Outros 49 SMRs foram instalados na cidade, totalizando 80.
De acordo com a companhia, a meta é instalar outros 350 dispositivos até 2027. “O projeto está em fase de implementação completa e todos os seus resultados serão estudados para o entendimento da viabilidade de expansão para as demais regiões do Grande ABC”, informou a Sabesp, em nota.
“(O projeto) representa uma transformação na forma como operamos o sistema de abastecimento. Em casos de vazamento, por exemplo, dependendo do local, as equipes gastam até duas horas para fechar a rede de água manualmente, o que aumenta o impacto para a população. Com a tecnologia, conseguimos executar essa operação em 15 minutos, com mais inteligência, previsibilidade e agilidade. É uma solução que combina eficiência operacional, inovação e sustentabilidade”, destacou o diretor regional da Sabesp, Maycon Abreu.
Apesar de acelerar a resolução dos problemas, a ida de uma equipe técnica ao local ainda é necessária para realizar o conserto físico da tubulação ou válvula afetada. Segundo o governo do Estado, as perdas de água decorrentes de rompimentos de rede poderão ter redução de até 87% nas áreas atendidas. A estimativa é de que o sistema possibilite economizar cerca de 200 milhões de litros de água por mês.
SÃO BERNARDO
Neste mês, o estudo Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil, apontou que São Bernardo ocupa a 7ª colocação entre os 100 municípios mais populosos do País com os menores índices de desperdício na distribuição.
A pesquisa foi elaborada com base em informações de 2024 do Sinisa (Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico). De acordo com os dados do levantamento, São Bernardo registrou índice de perdas de 18,25%, resultado inferior à média nacional, que ficou em 39,53%.
O percentual também está abaixo da meta de 25% definida pelo Marco Legal do Saneamento para ser alcançada até 2033. Segundo a Sabesp, responsável pelos serviços de abastecimento na cidade, o resultado é consequência de investimentos em infraestrutura, modernização da rede e adoção de tecnologias para identificação e prevenção de perdas.
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