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Matheus Gianello pede licença de 119 dias 'para recompor com a Prefeitura'

Solicitação de afastamento foi lida durante a sessão desta terça-feira (16) e tem efeito imediato, com vigência até 12 de outubro

16/06/2026 | 16:48
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FOTO: Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O vereador de São Caetano Matheus Gianello (PL), alvo de uma comissão processante instaurada pela Câmara para apurar possíveis práticas de improbidade administrativa, quebra de decoro parlamentar e conduta incompatível com a dignidade do cargo em razão da suposta manutenção de uma assessora fantasma em seu gabinete, solicitou licença de 119 dias do cargo. Ao Diário, Gianello afirmou que utilizará o período de afastamento para recompor a relação com a Prefeitura, comandada por Tite Campanella (Republicanos).

O pedido de licença foi lido durante a sessão desta terça-feira (16) e tem efeito imediato, com vigência até 12 de outubro. O retorno do vereador está previsto para a sessão do dia 13 de outubro.

No último ano, o parlamentar tem adotado uma postura de oposição à administração municipal.   "Atuei praticamente um ano como oposição, mas realmente tem essa tendência, de pela cidade, ter algum tipo de reconciliação sim. Então, essa minha saída é realmente para demonstrar tanto ao prefeito quanto à Câmara que o diálogo é sempre a base de tudo", afirmou. 

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Gianello destacou que apoiou Tite Campanella durante a campanha a prefeito, que à época integrava o PL. "Pedi muito voto para ele e conseguimos elegê-lo muito bem. Mas tivemos as nossas diferenças. (Quero) mostrar que é só um mal entendido", pontuou o vereador, que é afilhado político do ex-prefeito José Auricchio Junior (PSD). 

Paralelamente, a comissão processante decidiu, na última semana, dar prosseguimento aos trabalhos após analisar a defesa apresentada por Gianello. A denúncia foi protocolada no Legislativo pelo empresário e morador da cidade Marcelo Jesus Camargo.

Relator da comissão, Jander Lira (PSB) afirmou que o grupo entendeu que há elementos na denúncia que requerem maior apuração. "Precisamos nos aporfundar mais nesse processo. O próximo passo é ouvir as testemunhas apresentadas por Gianello, que tem até esta quarta-feira (17) para nos fornecer informações sobre essa pessoas, a fim de que possam ser chamadas pela comissão. A partir disso começa efetivamente o processo investigatório", destacou o pessebista, que compõe a comissão juntamente com Cicinho Moreira (PL), na presidência do grupo, e  o presidente da Câmara, Carlos Humberto Seraphim (PL), como membro. 

No último dia 8, Gianello apresentou a defesa na Câmara. No documento sustenta não ter cometido ilegalidades, uma vez que há previsão legal no regimento interno da Casa para o teletrabalho (a distância), por exemplo. Além disso, alega não existir respeito à proporcionalidade partidária na comissão – há nove siglas na Casa, mas apenas duas integram o grupo – e que as regras não permitem que pedido de cassação parta de eleitores.

Além do processo de cassação em andamento na Câmara, o caso também é alvo de investigação do MP-SP (Ministério Público de São Paulo). A apuração conduzida pela 7ª Promotoria de Justiça da Comarca tem como foco denúncias sobre a suposta manutenção de funcionários fantasmas ligados ao gabinete do parlamentar.

Entre os casos investigados está o de Ana Carolina Oliveira Bruno, nomeada para o cargo de chefe de gabinete, que, segundo a denúncia, teria recebido remuneração integral sem exercer efetivamente as funções. A ex-comissionada, exonerada em 10 de março, também teria viajado para a Itália entre 22 de junho e 4 de julho de 2025 sem solicitar férias ou afastamento formal do cargo, de acordo com a acusação.

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