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Santo André atrás de identificação

Dirigentes, treinador e jogadores com história no clube
voltam para tentar recolocá-lo na elite do futebol paulista

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC
18/12/2011 | 07:30
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Primeiro foi a volta de Sérgio do Prado ao posto de diretor de futebol. Depois, o lateral-direito Alexandre anunciou a aposentadoria para assumir a supervisão do clube. Na sequência, Marcelo Bonan e Júnior Paulista foram apresentados, com discursos de "volta para casa". Fora a permanência de Rotta, que tem histórico com a camisa andreense e também como treinador. Dessa forma, o Santo André busca na base da identidade formar grupo para tentar levar o time de volta à elite do futebol paulista em 2012.

Por diversas vezes a torcida ramalhina protestou das arquibancadas contra os forasteiros que estavam tanto no elenco quanto no comando da agremiação. E, de certa forma, os atuais dirigentes concordaram com a constatação dos torcedores.

"É importante ter essa identidade, haja visto o que se passou recentemente por aqui. Sem falar mal de ninguém, mas alguns jogadores não estavam compromissados com o clube. É fundamental o foco. É importante que as pessoas assumam a responsabilidade, seja jogando ou fora das quatro linhas. Precisamos de pessoas que querem estar aqui para colocar o Santo André de volta no lugar que merece", disse o supervisor de futebol Alexandre Todoverto.

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A ideia de Sérgio do Prado é ter de volta sistema que já deu resultado em 2003 e 2004 com os títulos da Copa Estado de São Paulo e da Copa do Brasil - além da participação na Libertadores de 2005. "Ter essas pessoas é a base do trabalho, da mesma forma que na conquista da Copa do Brasil foi o Projeto Jovem Santo André (iniciado em 1997 com as categorias de base). Agora, para reconquistar nosso espaço é preciso que prevaleçam atletas e comissão técnica que sintam prazer em estar aqui e encarem o desafio do tamanho da oportunidade que têm."

Das nove contratações do clube para a disputa do Campeonato Paulista da Série A-2, duas foram escolhidas a dedo justamente pensando nisso: o goleiro Marcelo Bonan, que passou pelo clube em 2006, e o zagueiro Júnior Paulista, que permaneceu em 2006 e 2007. Além deles, o também arqueiro Gustavo, remanescente da Série C, se encaixa no perfil andreense.

Com elenco com poucos jogadores formados na base, são estes que dentro das quatro linhas terão a missão de incorporar o espírito desejado por diretoria e comissão técnica. "O clube está resgatando pessoas que têm identificação e isso é essencial. Minha expectativa é a melhor possível para render mais do que na minha primeira passagem", afirmou Júnior Paulista, que fez bons jogos pelo clube, mas ficou quase um ano parado em razão de lesão no joelho direito.

Uma das principais demonstrações de comprometimento e identidade com o clube aconteceu no início dos anos 2000. Antes dos jogos, ainda nos vestiários, os jogadores cantam o hino do clube - iniciativa do então capitão Dedimar. Ultimamente, no entanto, a prática caiu no esquecimento e Sérgio do Prado pretende resgatá-la. "Queremos que façam não da boca para fora, mas com o coração. Não vamos impor nada, canta quem sentir vontade. Tem que ser uma coisa boa, como ir à missa", comparou o diretor.

 

Time tem que embalar a cidade, diz Sérgio

 

A partir do momento em que o Santo André resgatar campanha de destaque, a torcida deve voltar a frequentar o Estádio Bruno Daniel. Historicamente sempre foi assim e os exemplos mais recentes são a reta final da Série B de 2008, que terminou com o acesso, e as últimas rodadas do vice-campeonato paulista do ano passado. E a expectativa é que isso aconteça novamente em 2012.

"Nossa missão principal é reconquistar e embalar a torcida e a cidade. Isso tem que vir do time", afirmou o diretor de futebol, Sérgio do Prado. "A cidade está carente e louca para abraçar seus representantes", completou.

Torcedores acostumados a frequentar o dia a dia do clube como Esquerdinha (da Fúria) e Ovídio Simpionato (da Tuda) já disseram que o ambiente é outro. "Há pouco tempo, os jogadores passavam pela gente e nem olhavam na cara. Hoje, param e cumprimentam", afirmou Esquerdinha. "As coisas estão diferentes", concluiu Simpionato.




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