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Para Temer, maturação é chave para reforma política

Da AE e Agência Senado
19/02/2011 | 08:40
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O vice-presidente da República, Michel Temer, disse acreditar que o Congresso mostrou maturidade suficiente para discutir proposta de reforma política. "As coisas têm de ser amadurecidas no Congresso e há uma maturação que permite discutir a reforma política", afirmou.

O vice destacou que tem proposta pessoal em relação ao tema. "Mas meu objetivo é apenas provocar o assunto para que possamos levá-lo adiante. Seria muito útil para esta legislatura e para este governo que se desse a reformulação política do País", opinou.

Temer disse ser a favor de alteração no processo de escolha dos deputados, substituindo o atual sistema de coeficiente eleitoral pela votação por maioria simples. "Nós teríamos uma espécie de ‘distritão', que é o próprio Estado. São Paulo, por exemplo, tem 70 vagas e os 70 mais votados seriam eleitos", afirmou, após se reunir com empresários na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

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Temer declarou-se também favorável à inclusão de cláusula que exija a fidelidade partidária. "Quem for eleito pelo partido dele não pode sair", disse. De acordo com Temer, há duas hipóteses em discussão no Congresso sobre a fidelidade partidária. "Ou você estabelece que se mantenha tudo como está, ou seja, fidelidade absoluta, só podendo sair nas hipóteses legais, que são expulsão ou criação de um partido, ou então se estabelece uma porta nos seis meses finais. Mas essa é uma tese a ser debatida."

O vice-presidente disse que o atual momento é o ideal para se iniciar as discussões, de forma que a proposta de reforma política seja aprovada até outubro. "E, se for possível, depois poderemos discutir alguns temas de reformulação tributária." Ele reiterou que sua proposta de reforma política tem caráter pessoal e que não é a proposta do governo ou do PMDB.

Na terça-feira será instalada a Comissão da Reforma Política do Senado, integrada por 12 parlamentares. Desde 1988, quando a Assembleia Nacional Constituinte consolidou a recém- implantada democracia brasileira, o País avançou em vários campos, como no social e no econômico, mas regrediu politicamente. O sistema eleitoral vigente é condenado por todos, principalmente pelos eleitores, que fazem suas escolhas pessoais, mas de uma maneira geral se surpreendem com o resultado final das votações.

Líder peemedebista convida Skaf para ingressar na legenda

Após ouvir do vice-presidente da República, Michel Temer, que as portas do PMDB estão "abertas para ele", o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, que é filiado ao PSB, agradeceu o convite e disse que está estudando a proposta, embora esteja concentrado neste momento em sua reeleição para a presidência da entidade.

"Estou concentrado aqui no meu trabalho", afirmou Skaf após visita de Temer à Fiesp, ontem. Skaf se diz satisfeito com seu espaço no PSB, mas não nega as "intensas" conversas. "Não tenho nada a reclamar do PSB e tenho de agradecer ao PMDB por ter esse gesto de deixar as portas abertas para mim", disse. Em outro trecho da entrevista, Skaf afirmou sobre o convite para trocar de partido: "A política é muito dinâmica e o futuro a Deus pertence".

O presidente da Fiesp negou que a sua possível troca de partido tenha a ver com as negociações do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), de se transferir para o PSB. (da AE)




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