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Marca própria é saída para varejistas


Lucas Tieppo
Especial para o Diário

18/05/2009 | 07:00


A crise financeira, que desde o ano passado abala também o mercado brasileiro, pode representar um gatilho para o crescimento do segmento de marcas próprias no mercado varejista. O setor não sofre tanto com a crise quanto os segmentos produtivos, como a indústria, por exemplo. Mas a busca por preços menores, e o consequente controle da inflação, é uma preocupação constante.

Pensando sob esta ótica, a Abmapro (Associação Brasileira de Marcas Próprias e Terceirização) acredita que o segmento deve crescer cerca de 15% neste ano. O motivo da expansão seria justamente a crise.

Para Neide Montesano, presidente da Abmapro, a estimativa é considerada até conservadora. "O mercado de marcas próprias sempre cresceu nos momentos de crise financeira, quando o consumidor é obrigado a gastar menos. A crise representou uma grande oportunidade para esse nicho. Os consumidores tiraram as marcas premium do carrinho de compra, por uma questão de necessidade, experimentaram os de marca própria e perceberam que podem continuar adquirindo tais produtos mesmo após a crise, tanto pelo preço como pela qualidade", explicou.

Neide ressalta que a estimativa de crescimento de 15% para 2009 se baseia nos números obtidos nos últimos anos. "Desde o ano 2000, o mercado de marcas próprias vem crescendo cerca de 15% por ano", lembrou a presidente da Abmapro.

A presidente da Abmapro afirma que o produto de marca própria chega ao consumidor custando de 15 a 20% a menos. "O produto chega mais barato ao consumidor, cerca de 20%, e se deve à redução de custos na cadeia de produção e não à baixa qualidade".

Daniela Marchiolli, gerenciadora de Marcas Próprias da Coop (Cooperativa de Consumo), que possui a linha Coop Plus, com mais de 468 itens e grande variedade de produtos, acredita que o mercado nacional destes produtos aproxima a cooperativa do consumidor.

"É um mercado importante e estratégico para os negócios da cooperativa ele é um canal de aproximação junto aos nossos cooperados bem como a divulgação de nossos princípios e propósitos cooperativistas", explicou.

No ano passado, um estudo da Nielsen mostrou que os itens de marca própria estavam presente em quase metade das residências do País (48,9%), o que equivale a aproximadamente 18 milhões de domicílios.

Neide ressalta que os produtos de marca própria encontraram seu lugar no mercado. "Os produtos estão muito bem direcionados, conhecem seu público. Em 2007, as marcas próprias tiveram 7% de participação no mercado varejista", lembrou.

Segundo Daniela, a Coop estima que a participação da venda de marcas própria fique por volta de 6% do faturamento da empresa. "Podemos dizer que esta evolução parte de bons trabalhos que realizaremos com nossos parceiros fornecedores, exposição nas unidades e também da credibilidade que os produtos vêem conquistando com os cooperados", concluiu Daniela. (Supervisão Marcos Seabra)

Redes mundiais alavancaram utilização

De acordo com a Abmapro, no Brasil as marcas próprias apareceram com os "produtos genéricos", no início do século 20. Levavam esse nome porque não tinham diferenciação ou análise qualitativa.

"Produtos como arroz e feijão eram acondicionados em embalagens identificadas apenas com a designação do produto. A qualidade e o valor agregado eram baixos e o seu principal diferencial era o preço", diz a direção da entidade.

Na década de 1970, os varejistas começaram a estampar a marca de suas lojas nos produtos, criando uma linha capaz de competir com as tradicionais. Na década seguinte, com a chegada ao Brasil de novas bandeiras do varejo mundial, a prática se desenvolveu como uma nova forma de diferenciação e competição do varejo no mercado. "Aumentaram-se os investimentos em qualidade e valor agregado, mas o maior diferencial continuou a ser o preço".

Na década passada houve uma explosão de crescimento das marcas próprias e o conceito se expandiu.



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