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O Comando da Marinha considera “críticos” seus recursos operacionais. O sintoma mais expressivo da situação é revelado pela Força Aeronaval, estacionada na base de São Pedro da Aldeia (RJ). Ali, estão, sem condições de vôo, 21 dos 23 caças A-4M Skyhawk (rebatizados AF-1 no Brasil) adquiridos do Kuwait, em 1997, para equipar o porta-aviões São Paulo.

 Os dois únicos caças disponíveis são considerados “aptos com restrições”. O problema não é falta de dinheiro: só de royalties do petróleo – garantidos por lei, porém retidos no Ministério da Fazenda –, a Marinha tem R$ 3 bilhões.

 O tamanho da crise está detalhado em um relatório feito pelo comandante da Força, almirante Júlio Soares de Moura Neto. No entanto, o documento enviado à Casa Civil continua sem resposta.

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 Dos 23 navios da frota, 11 estão imobilizados e 10 apresentam problemas – restam apenas dois “em perfeito estado”. Dos cinco submarinos, dois estão completamente parados, dois estão funcionando com restrições e apenas um está “em bom estado”. No caso dos helicópteros, dos 58 existentes, 27 estão imobilizados e 31 em uso sob restrições. Há um mês, o presidente Lula voou em um deles, na Antártida.



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