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Sama e Sabesp
reavaliam dívida

Prefeitura de Mauá, autarquia municipal e estatal formam
comissão para rediscutir passivo, que chega a R$ 1 bilhão


Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

25/01/2013 | 07:00


O prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), e o superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), Atila Jacomussi (sem partido), se encontraram ontem com a presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Dilma Pena, para discutir o passivo da autarquia municipal com o Estado, que chega a aproximadamente R$ 1 bilhão. Na reunião ficou definida a criação de comissão técnica para rediscutir o passivo bilionário.

O grupo será formado por integrantes da Prefeitura, Sama e Sabesp e tende a ser constituído em até 60 dias. A finalidade da comissão é chegar a um consenso sobre o deficit que vem se transformando em bola de neve desde a criação da autarquia municipal, em 1993, na administração do ex-prefeito José Carlos Grecco, além de definir o modelo de pagamento do montante.

A Sabesp exige o ressarcimento dos valores investidos na cidade na área de saneamento antes da constituição da Sama e o custeio do metro cúbico de água. De acordo com Atila, a estatal cobra R$ 1,40 por metro cúbico, enquanto a autarquia municipal avalia o custo em R$ 1,05 por metro cúbico.

"Temos de entrar num debate com a Sabesp, que cobra uma dívida da Sama de investimento que entendemos que a estatal não fez na época. Nossa preocupação é definir esse problema e trabalhar também um conjunto de ações para que possamos ter controle tarifário e evitar desperdício de nossa rede", afirmou Donisete.

Além do passivo, a comissão terá a missão de elaborar propostas para otimizar o uso da água, cuja perda está estimada em 40% em decorrência de vazamentos. "Precisamos trocar tubulações antigas que hoje estão enferrujadas. A Sama ainda vai analisar o custo", disse Atila.

A comissão também pretende colocar na mesa de discussões a situação de mais de 14 mil residências que recebem água de forma clandestina e troca de experiências para capacitação técnica do efetivo da Sama.

 

COMPANHIA MISTA

Donisete não descartou a hipótese de criação de uma empresa de capital misto e gestão compartilhada entre

Prefeitura e Sabesp, "desde que o controle da tarifa esteja subordinado à Prefeitura". A instituição de uma estatal mista está em discussão em Diadema, onde há possibilidade de criação da Caed (Companhia de Água e Esgoto de Diadema).

O imbróglio sobre a dívida da Sama com a Sabesp está em discussão na Justiça. Há anos as administrações municipal e a estatal buscam consenso, mas o diálogo não avança.

Durante a gestão do ex-prefeito Leonel Damo (PMDB), a Sabesp chegou a sugerir o controle total da Sama como forma de abater a dívida, porém o ex-gestor não aceitou o acordo.

 

 



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Sama e Sabesp
reavaliam dívida

Prefeitura de Mauá, autarquia municipal e estatal formam
comissão para rediscutir passivo, que chega a R$ 1 bilhão

Bruno Coelho
Do Diário do Grande ABC

25/01/2013 | 07:00


O prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), e o superintendente da Sama (Saneamento Básico do Município de Mauá), Atila Jacomussi (sem partido), se encontraram ontem com a presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Dilma Pena, para discutir o passivo da autarquia municipal com o Estado, que chega a aproximadamente R$ 1 bilhão. Na reunião ficou definida a criação de comissão técnica para rediscutir o passivo bilionário.

O grupo será formado por integrantes da Prefeitura, Sama e Sabesp e tende a ser constituído em até 60 dias. A finalidade da comissão é chegar a um consenso sobre o deficit que vem se transformando em bola de neve desde a criação da autarquia municipal, em 1993, na administração do ex-prefeito José Carlos Grecco, além de definir o modelo de pagamento do montante.

A Sabesp exige o ressarcimento dos valores investidos na cidade na área de saneamento antes da constituição da Sama e o custeio do metro cúbico de água. De acordo com Atila, a estatal cobra R$ 1,40 por metro cúbico, enquanto a autarquia municipal avalia o custo em R$ 1,05 por metro cúbico.

"Temos de entrar num debate com a Sabesp, que cobra uma dívida da Sama de investimento que entendemos que a estatal não fez na época. Nossa preocupação é definir esse problema e trabalhar também um conjunto de ações para que possamos ter controle tarifário e evitar desperdício de nossa rede", afirmou Donisete.

Além do passivo, a comissão terá a missão de elaborar propostas para otimizar o uso da água, cuja perda está estimada em 40% em decorrência de vazamentos. "Precisamos trocar tubulações antigas que hoje estão enferrujadas. A Sama ainda vai analisar o custo", disse Atila.

A comissão também pretende colocar na mesa de discussões a situação de mais de 14 mil residências que recebem água de forma clandestina e troca de experiências para capacitação técnica do efetivo da Sama.

 

COMPANHIA MISTA

Donisete não descartou a hipótese de criação de uma empresa de capital misto e gestão compartilhada entre

Prefeitura e Sabesp, "desde que o controle da tarifa esteja subordinado à Prefeitura". A instituição de uma estatal mista está em discussão em Diadema, onde há possibilidade de criação da Caed (Companhia de Água e Esgoto de Diadema).

O imbróglio sobre a dívida da Sama com a Sabesp está em discussão na Justiça. Há anos as administrações municipal e a estatal buscam consenso, mas o diálogo não avança.

Durante a gestão do ex-prefeito Leonel Damo (PMDB), a Sabesp chegou a sugerir o controle total da Sama como forma de abater a dívida, porém o ex-gestor não aceitou o acordo.

 

 

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