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Preservação do ecossistema

Em Porto de Galinhas, a natureza faz a sua parte e oferece espetáculo inesquecível

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC
31/07/2014 | 07:00
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O desenvolvimento da cidade e, por consequência, a chegada dos complexos hoteleiros na beira das praias de Porto de Galinhas, acabam influenciando no ecossistema. De olho nos possíveis problemas ambientais e com vistas a manutenção do equilíbrio natural, grupos e ONGs (Organizações Não Governamentais) já se organizam em prol do meio ambiente.

No caso das tartarugas marinhas, por exemplo, a iluminação artificial faz com que os animais se dirijam para o lado oposto do mar após a eclosão dos ovos, o que sentencia a morte dos filhotes ou caça para uso do casco na fabricação de pentes, joias e armação de óculos.

Desde 2003, a ONG Ecoassociados trabalha na preservação da espécie Eretmochelys imbricata, explica o diretor presidente, Arley Candido. “Elas nascem em área de risco, com muita iluminação artificial, por isso, monitoramos os cerca de 200 ninhos durante a época da desova, que vai de setembro a abril até a eclosão, que termina em julho”, diz.

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O trabalho inclui desde a orientação dos bugueiros a desviarem dos ovos das tartarugas marinhas durante os passeios turísticos, até a construção de cercas no entorno dos ninhos. No período da eclosão é feito, diariamente, o trabalho de recolher os cerca de 120 filhotes por ninho pela manhã e soltá-los no fim do dia para que caminhem até o mar.

O espetáculo natural atrai diversos turistas, que vibram a cada pequena tartaruga marinha que alcança seu objetivo. Isso porque a taxa de mortalidade desta espécie é assustadora. De cada 1.000, apenas um ou dois filhotes chegam à fase adulta. No geral, as tartarugas marinhas vivem por 150 anos.

Protegido, cavalo-marinho pode receber visitas em aquário - O cavalo-marinho também é fruto de estudo para preservação em Porto de Galinhas. Desde 2001 existe o projeto Hippocampus, com objetivo de conscientizar a respeito da pesca proibida e orientar jangadeiros sobre os problemas de se retirar o tipo de peixe de seu-habitat para mostrar aos turistas dentro de frascos de vidro.

A bióloga mergulhadora, Lua Mota Benício, observa que são diversos os fatores que dificultam a reprodução da espécie. “Eles são monogâmicos, então, se forem retirados de perto de seu par nunca mais vão se reproduzir. Além disso, não são bons nadadores e não atacam, por isso, são frágeis”, comenta. A única forma de autodefesa dos bichos é a mudança de coloração ao longo da vida para facilitar a camuflagem, o que não espanta os caçadores.

Os cavalos-marinhos podem medir de 1,4 cm a 35 cm e são os únicos peixes que nadam em pé. Outra curiosidade é que o macho carrega os ovos durante a gestação, que gera em média 700 filhotes. O aquário funciona de terça a sábado, das 9h às 13h e das 14h30 às 17h, na Rua da Esperança, 700. A entrada custa R$ 5.




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