Operação suspensa Estado diz que posição dos pórticos será alterada e não tem previsão de data; mudança ocorre depois de reivindicação de moradores do pós-balsa
FOTO: André Henriques/DGABC

O início da operação do free flow, sistema de pagamento automático do pedágio, no SAI (Sistema Anchieta-Imigrantes), que seria em 1º de agosto, foi adiado e não há nova data definida. A informação foi confirmada pela Ecovias, administradora das vias, Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) e SPI (Secretaria de Parcerias em Investimentos).
A alteração foi anunciada após a pressão dos moradores do pós-balsa, em São Bernardo, que realizaram uma manifestação no dia 15, noticiada pelo Diário. O grupo seria diretamente impactado pelo novo sistema de cobrança. Inicialmente, o pórtico do sistema free flow foi instalado no km 29 da Rodovia dos Imigrantes, única ligação terrestre da comunidade com o restante do município.
Caso a estrutura permanecesse nesse local, os moradores teriam de desembolsar R$ 20,30 para acessar o município são-bernardense. Além da Rodovia dos Imigrantes, o deslocamento da população ocorre apenas por meio da travessia de balsa.
Agora, o equipamento será reposicionado para o km 38. Os órgãos justificam que a decisão foi tomada após diálogo e avaliações técnicas realizadas durante a implantação do sistema. “As análises identificaram a oportunidade de reposicionar o pórtico para preservar os deslocamentos locais e ampliar a justiça tarifária.”
Após a manifestação dos moradores, o prefeito Marcelo Lima (Podemos) interviu e iniciou uma negociação com o Estado, que resultou na definição de um novo local para a instalação do pórtico de pedágio eletrônico, antes do acesso dos moradores do pós-balsa.
O pórtico do sentido Sul permanecerá na altura do km 29 e o equipamento eletrônico da Via Anchieta será mantido no km 33. Até a nova data para entrada do novo sistema, nada muda para os usuários. A praça da Via Anchieta (Riacho Grande, km 31) e da Rodovia dos Imigrantes (Piratininga, km 32) continuarão funcionando normalmente, com cobrança de R$ 40,60 apenas no sentido Litoral, conforme o modelo vigente.
Segundo a Ecovias, a estrutura instalada no km 29 permanecerá no local e cumprirá funções de monitoramento do tráfego. “Durante a fase preparatória, os equipamentos passaram por testes operacionais e validações tecnológicas para verificar o funcionamento dos sistemas de identificação dos veículos e da infraestrutura de cobrança”, destacou o Estado. CADASTRO
O presidente da Associação dos Amigos dos Bairros Santa Cruz Riacho Grande, Caio Santos, conta que a proposta inicial da Ecovias, administradora do SAI, era cadastrar os moradores do pós-balsa para que ficassem isentos da taxa cobrada automaticamente pelo sistema. “Fizemos contato com a Artesp e o Estado pedindo a mudança para depois do km 38 porque a mudança do pórtico resolveria tudo e nada será cobrado”, explica.
“É melhor colocar depois do retorno porque muita gente não tem acesso à internet e não podemos confiar no cadastro. E, por exemplo, se tiver problema com meu carro e precisar usar outro veículo que não está cadastrado, terei que pagar o pedágio. Mudar o local da cobrança facilita a vida”, define a administradora e moradora do pós-balsa Tatiana Bomfim Moreira, 47 anos.
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