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Operário morre em obra na Vila Vitória

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Genivaldo dos Santos foi soterrado por barranco e concreto que cedeu de imóvel vizinho


Rafael Mendonça
Especial para o Diário

06/07/2014 | 07:00


Desmoronamento em terreno situado à Rua Paulo Novais, 140, na Vila Vitória, em Santo André, matou um operário e deixou outro ferido no início da tarde de ontem. Os trabalhadores voltavam do horário do almoço quando foram surpreendidos por terra, madeira e concreto que desabaram do barranco do terreno e da casa vizinha.

Carlos Eduardo Santana de Deus, 24 anos, ficou parcialmente soterrado na altura da cintura, mas escapou ileso. Entretanto, Genivaldo dos Santos, 38, não teve a mesma sorte e ficou preso embaixo da terra. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

“Estávamos descansando e não vimos o momento do acidente. Só ouvimos o Carlos gritando por socorro e conseguimos tirá-lo. Mas o Negão (como Genivaldo era conhecido pelos companheiros) já estava lá soterrado”, contou um dos operários presentes na obra e que foi responsável por ligar ao Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Mesmo sem ter se ferido, Carlos Eduardo foi encaminhado ao CHM (Centro Hospitalar Municipal) de Santo André para realizar exames.

A casa que teve parte da lateral comprometida por conta do desabamento foi interditada pela Defesa Civil. Na hora do acidente, os moradores não estavam no imóvel.

Na residência vive o casal de comerciantes João Henrique da Silva, 26, e Rosângela Chaves Silva, 25. “Estávamos trabalhando e na hora em que fomos avisados por vizinhos, viemos correndo para cá”, relatou ele.

Pouco depois do desmoronamento, o proprietário do terreno compareceu ao local e passou mal ao visualizar o cenário. Ele também foi encaminhado ao hospital para receber cuidados médicos e não foi localizado pela reportagem para falar sobre o acidente.

Já o enteado da vítima, o metalúrgico Rafael Augusto, 18, emocionou-se ao ver o corpo do padrasto. “Mesmo não morando junto, era muito próximo a ele. Era como um pai para mim”, limitou-se a dizer o jovem.

Segundo a Defesa Civil, o engenheiro responsável pela obra deverá providenciar os reparos necessários, tanto no terreno quanto na casa vizinha, para então solicitar a desinterdição dos locais.  



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