Quem quer se aventurar pelos acarajés e frutos do mar vai gastar a partir de R$ 3

Acarajé, vatapá e moqueca de peixe. Delícias obrigatórias para quem visita a Bahia. Com sabor característico dos frutos do mar e, claro, a pimenta do óleo de dendê que ‘esquenta’ a maioria dos pratos, fica impossível não se deliciar.
O acarajé – bolinho frito em óleo de dendê que leva no recheio camarão, vatapá (pasta de camarão seco, amendoim e castanhas) e caruru (cozido de quiabos, camarões fritos e castanha de caju) – é um dos maiores símbolos da culinária baiana. O preço na vila dos pescadores gira em torno de R$ 7. Só precisa tomar cuidado ao pedir o bolinho ‘quente’, porque aí ele vem com dose extra de pimenta.
“O acarajé também surgiu como uma forma de matar a fome com os ingredientes que a população tinha à disposição. Tanto que ele começou a ser vendido como um recurso para ganhar dinheiro, mas já era consumido há muito mais tempo dentro das casas das famílias baianas”, afirmou o cozinheiro Ricardo Jorge, do Iberostar Praia do Forte.
Para quem quer saborear a moqueca de peixe, prato feito com postas de cação ou abadejo, pimentão e leite de coco, o preço varia entre R$ 40 e R$ 100 nos restaurantes do centro. A porção serve quatro pessoas. “Ela é toda cozida no azeite de dendê, mas não é um prato tão apimentado quanto o acarajé”, explicou Jorge.
O Souza Bar, que fica dentro da sede do Projeto Tamar, vende o tradicional bolinho de peixe por R$ 4. No estabelecimento também é possível fazer refeições e desfrutar de porções de peixes como agulhinha (R$ 25), lambreta (R$ 15) e pititinga (R$ 20). A porção de casquinha de siri, por sua vez, sai a R$ 15 e a unidade do caranguejo, R$ 5.
Quem prefere passar longe dos frutos do mar também não enfrenta grandes problemas. Há refeições que oferecem o tradicional bife com fritas. O restaurante It’s tem isca de picanha acebolada com arroz e salada por R$ 18,90. O cliente também pode escolher um frango ou carne do cardápio, com mais quatro acompanhamentos, e pagar a partir de R$ 15,90.
Para a sobremesa, vendedoras de cocada passam a todo momento com cestas na cabeça. Há sabores como maracujá e amendoim e cada doce sai por R$ 3. Já a tradicional cocadinha da Bahia, que vem em caixinhas comemorativas com fitas do Senhor do Bonfim, acaba pesando mais. Uma caixa com 50 unidades custa R$ 64.
Resorts têm menu para todos os paladares
Além do farto menu de opções de restaurantes no centro da vila de pescadores, vários hotéis oferecem gastronomia típica já incluída no valor das diárias. O Iberostar Praia do Forte, por exemplo, possui 11 restaurantes, cada um especializado em um tipo de culinária, com opções que vão desde comida baiana até japonesa, mediterrânea e gourmet. Em alguns deles é necessário reservar mesa. É o caso do Sakura, que serve iguarias tradicionais da cozinha oriental, como tempurá, sushis e sashimis. O prato principal fica por conta de um domburi (arroz, legumes e opção de filé mignon, camarão ou polvo) que o chef prepara em chapas embutidas nas mesas.
Já o Gourmet, onde não é permitida a entrada de crianças, é especializado em pratos mais sofisticados, como salada de lagosta, cordeiro ao molho e pasta de aspargos.
Em todos os restaurantes pode-se harmonizar as refeições com vinho branco ou tinto, além de refrigerantes e sucos já incluídos no sistema all-inclusive.
O bufê e a variedade dos pratos impressionam. No café da manhã há desde opções regionais, como cuscuz e tapioca, até café americano com direito a ovos, bacon e panquecas.
A subdiretora da cozinha, Mirscha Cardona, comanda uma equipe de 110 funcionários que atua nos 11 restaurantes do complexo. Na alta temporada, esse número chega a 140. “Nos preparamos para atender desde o cliente que quer uma variedade mais light, como uma salada, até aquele que prefere servir-se em uma mesa temática de comida baiana, nordestina ou árabe. Mas o mais tradicional são as versões de massa e pizzas.”
SERVIÇO
Iberostar Praia do Forte – Rodovia BA-099, Km 56. Tel.: (0xx71) 3676-4300. Site: www.iberostar.com.
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