Avaliação Modelo testado pelo Diário tem câmbio Dualogic

Líder de vendas entre os comerciais leves por 14 anos consecutivos e única picape a figurar entre os dez carros mais vendidos em 2013 com 122.904 unidades emplacadas, segundo dados da Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), a Fiat Strada é a prova automobilística viva de que inovar é mais que preciso para se manter no topo. É fundamental! E ela inovou. Se reinventou, mais uma vez. Depois de introduzir em 2009 versões com cabine dupla, a Strada ganhou em outubro configurações com três portas.

Para avaliar o impacto de tal evolução, simples e pontual, o Diário rodou por 15 dias com o modelo que assumiu personalidade de Hyundai Veloster. A opção disponibilizada foi a topo de linha Adventure 1.8 16V Flex, que parte de R$ 55.510, mas que estava equipada com todos os opcionais possíveis, elevando o valor para lá de amargos R$ 65 mil.
Por este custo, além do básico –air bag duplo frontal, freios com ABS, direção hidráulica, ar-condicionado, vidros e travas elétricas –, a picape por nós trazia ainda Locker (bloqueio do diferencial), capota marítima, rodas de liga leve de 16 polegadas e câmbio automatizada Dualogic – apenas este último custa R$ 2.706.
3ª PORTA E PISANDO...
Não é preciso dizer que o acesso ao banco de trás ficou infinitamente mais prático e confortável com a terceira porta, instalada do lado direito do veículo. Com abertura interna – primeiro é preciso abrir a porta dianteira para depois destravar a traseira –, o manuseio é fácil e rápido. Agora, colocar a cadeirinha do bebê não necessita mais do contorcionismo de outrora.

Ressalva apenas para o fato de o cinto de segurança do passageiro dianteiro estar fixado na terceira porta, o que o obriga desafivelá-lo, caso alguém precise acessar o banco de trás.
Aliás, o espaço traseiro para os adultos continua ligeiramente apertado, especialmente para os grandalhões. Apesar da introdução do novo acesso, a picape manteve as mesmas medidas: 4,47 metros de comprimento e 2,75 metros de entre-eixos. O volume da caçamba, porém, aumentou para interessantes 680 litros.

Rodar com a Strada de três portas não mudou nada. Sem regulagem de altura do banco, o motorista acaba assumindo posição muito elevada ao volante. Desconfortável para os mais altos. Ponto negativo para a visibilidade traseira. Para aumentar a capacidade de carga, a Fiat elevou a caçamba.
Já o motor 1.8 16V E.torQ continua com a velha e boa disposição, especialmente em rotações mais elevadas. Os 14,8 mkgf de torque são suficientes para dar agilidade à picape e os 130 cv – ambos com etanol – agregam fôlego para encarar estradas, mantendo o nível de ruído dentro do aceitável.
A Strada cabine dupla com três portas evoluiu. Agregou praticidade a um carro concebido, lá nos primórdios, para o trabalho, mas que hoje pode ser boa opção para a família.
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