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Dermatopoliomiosite

Doença do tecido conjuntivo caracterizada por inflamação com dor e degeneração dos músculos


Leo Khan
Do Diário do Grande ABC

28/11/2013 | 07:00


A polimiosite é uma doença crônica do tecido conjuntivo caracterizada por inflamação com dor e degeneração dos músculos, enquanto a dermatomiosite é semelhante à polimiosite, mas acompanhada de inflamação da pele.

São doenças do grupo das miopatias inflamatórias idiopáticas e evoluem até incapacidade muscular, fraqueza e deterioração. Essa debilidade se manifesta tipicamente nos ombros e nas ancas, mas pode afetar simetricamente os músculos de todo o corpo.

Acometem geralmente adultos entre os 40 e 60 anos, ou crianças dos cinco aos 15 anos, sendo que as mulheres têm o dobro de probabilidades de contrair as doenças. Nos adultos, pode aparecer de forma isolada ou fazer parte de outros problemas do tecido conjuntivo, como a doença mista do tecido conjuntivo.

Embora a causa seja desconhecida, é possível que os vírus ou certas reações autoimunes desempenhem um papel importante no desenvolvimento desse processo. O cancro também pode desencadear essas doenças (uma reação autoimune contra o cancro pode também afetar substância componente dos músculos). Cerca de 15 % dos homens com mais de 50 anos que sofrem de polimiosite também tem cancro; em contrapartida, as mulheres que têm polimiosite são um pouco menos propensas ao cancro.

SINAIS E SINTOMAS:

- Febre;

- Fadiga;

- Perda de peso;

- Fraqueza muscular, principalmente cinturas escapular e pélvica;

- Dificuldade para engolir;

- Engasgos frequentes;

- Dor articular com ou sem inchaço;

- Manchas avermelhadas ou arroxeadas em articulações, principalmente nas mãos;

- Mancha avermelhada em pálpebras.

- A fraqueza muscular pode começar lentamente ou de maneira repentina e piorar ao longo de algumas semanas ou meses. Já que os músculos próximos do centro do corpo são os mais afetados, tarefas como levantar os braços acima dos ombros, subir escadas e levantar-se de uma cadeira podem ser difíceis.

- O diagnóstico é realizado por meio de certos critérios, tais como: fraqueza muscular nos ombros ou nas ancas, erupção cutânea característica, aumento dos valores de algumas enzimas musculares no sangue, alterações características no tecido examinado ao microscópio e anomalias na atividade elétrica dos músculos, o que se mede com um instrumento chamado eletromiógrafo. Podem ser necessárias análises especiais sobre amostras do tecido muscular para afastar outras alterações que afetam os músculos.

- Os exames laboratoriais são úteis, mas não podem identificar a polimiosite ou a dermatomiosite de forma específica, do tipo e elevação de enzimas musculares – CPK, TGO, aldolase e autoanticorpos.

SAIBA MAIS:

- São doenças crônicas, inflamatórias, de origem autoimune.

- Aparecem dores e inflamação das articulações em quase um terço das pessoas afetadas.

- A dor e o inchaço tendem a ser ligeiros.

- O fenômeno de Reynaud se manifesta com muita frequência nas pessoas que sofrem de polimiosite juntamente com outras doenças do tecido conjuntivo.

- A polimiosite não afeta, em geral, órgãos internos, exceto a garganta e o esôfago, mas pode afetar os pulmões, causando falta de ar e tosse.

- Também podem aparecer úlceras do estômago ou do intestino, que causam fezes sanguinolentas ou negras, com mais frequência em crianças que em adultos.

- Na dermatomiosite, as erupções cutâneas tendem a aparecer ao mesmo tempo em que os períodos de debilidade motora e outros sintomas.

- Pode aparecer no rosto uma erupção cutânea de cor vermelho-escura (eritema heliotrópico), assim como um inchaço de cor vermelho-púrpura à volta dos olhos.

- Outro tipo de erupção cutânea, que pode ser escamosa, lisa ou em relevo, pode aparecer em qualquer parte do corpo, embora seja mais frequente nos nós dos dedos. A base das unhas pode ficar avermelhada.

- Quando as erupções cutâneas se desvanecem, pode-se manifestar pigmentação pardacenta, cicatrizes, ou manchas pálidas por despigmentação da pele.

- A restrição das atividades é útil na maior parte dos casos de inflamação muito intensa. Por outro lado, existe risco de morte para os adultos com doença grave e progressiva, dificuldade na deglutição, desnutrição, pneumonia ou insuficiência respiratória.

- O tratamento deve ser instituído precocemente para evitar a perda e atrofia muscular, minimizando a incapacidade.

- É muito importante a realização de fisioterapia para preservar e melhorar a função muscular.

- Não existe a cura completa da doença, assim como outras doenças autoimunes.

- O tratamento visa à remissão e estabilização da doença para minimizar a incapacidade e melhorar a qualidade de vida.

Se você tem dúvidas sobre Saúde, envie um e-mail para leo.kahn@uol.com.br ou visite o blog www.topblog.com.br/endocrino. 



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Dermatopoliomiosite

Doença do tecido conjuntivo caracterizada por inflamação com dor e degeneração dos músculos

Leo Khan
Do Diário do Grande ABC

28/11/2013 | 07:00


A polimiosite é uma doença crônica do tecido conjuntivo caracterizada por inflamação com dor e degeneração dos músculos, enquanto a dermatomiosite é semelhante à polimiosite, mas acompanhada de inflamação da pele.

São doenças do grupo das miopatias inflamatórias idiopáticas e evoluem até incapacidade muscular, fraqueza e deterioração. Essa debilidade se manifesta tipicamente nos ombros e nas ancas, mas pode afetar simetricamente os músculos de todo o corpo.

Acometem geralmente adultos entre os 40 e 60 anos, ou crianças dos cinco aos 15 anos, sendo que as mulheres têm o dobro de probabilidades de contrair as doenças. Nos adultos, pode aparecer de forma isolada ou fazer parte de outros problemas do tecido conjuntivo, como a doença mista do tecido conjuntivo.

Embora a causa seja desconhecida, é possível que os vírus ou certas reações autoimunes desempenhem um papel importante no desenvolvimento desse processo. O cancro também pode desencadear essas doenças (uma reação autoimune contra o cancro pode também afetar substância componente dos músculos). Cerca de 15 % dos homens com mais de 50 anos que sofrem de polimiosite também tem cancro; em contrapartida, as mulheres que têm polimiosite são um pouco menos propensas ao cancro.

SINAIS E SINTOMAS:

- Febre;

- Fadiga;

- Perda de peso;

- Fraqueza muscular, principalmente cinturas escapular e pélvica;

- Dificuldade para engolir;

- Engasgos frequentes;

- Dor articular com ou sem inchaço;

- Manchas avermelhadas ou arroxeadas em articulações, principalmente nas mãos;

- Mancha avermelhada em pálpebras.

- A fraqueza muscular pode começar lentamente ou de maneira repentina e piorar ao longo de algumas semanas ou meses. Já que os músculos próximos do centro do corpo são os mais afetados, tarefas como levantar os braços acima dos ombros, subir escadas e levantar-se de uma cadeira podem ser difíceis.

- O diagnóstico é realizado por meio de certos critérios, tais como: fraqueza muscular nos ombros ou nas ancas, erupção cutânea característica, aumento dos valores de algumas enzimas musculares no sangue, alterações características no tecido examinado ao microscópio e anomalias na atividade elétrica dos músculos, o que se mede com um instrumento chamado eletromiógrafo. Podem ser necessárias análises especiais sobre amostras do tecido muscular para afastar outras alterações que afetam os músculos.

- Os exames laboratoriais são úteis, mas não podem identificar a polimiosite ou a dermatomiosite de forma específica, do tipo e elevação de enzimas musculares – CPK, TGO, aldolase e autoanticorpos.

SAIBA MAIS:

- São doenças crônicas, inflamatórias, de origem autoimune.

- Aparecem dores e inflamação das articulações em quase um terço das pessoas afetadas.

- A dor e o inchaço tendem a ser ligeiros.

- O fenômeno de Reynaud se manifesta com muita frequência nas pessoas que sofrem de polimiosite juntamente com outras doenças do tecido conjuntivo.

- A polimiosite não afeta, em geral, órgãos internos, exceto a garganta e o esôfago, mas pode afetar os pulmões, causando falta de ar e tosse.

- Também podem aparecer úlceras do estômago ou do intestino, que causam fezes sanguinolentas ou negras, com mais frequência em crianças que em adultos.

- Na dermatomiosite, as erupções cutâneas tendem a aparecer ao mesmo tempo em que os períodos de debilidade motora e outros sintomas.

- Pode aparecer no rosto uma erupção cutânea de cor vermelho-escura (eritema heliotrópico), assim como um inchaço de cor vermelho-púrpura à volta dos olhos.

- Outro tipo de erupção cutânea, que pode ser escamosa, lisa ou em relevo, pode aparecer em qualquer parte do corpo, embora seja mais frequente nos nós dos dedos. A base das unhas pode ficar avermelhada.

- Quando as erupções cutâneas se desvanecem, pode-se manifestar pigmentação pardacenta, cicatrizes, ou manchas pálidas por despigmentação da pele.

- A restrição das atividades é útil na maior parte dos casos de inflamação muito intensa. Por outro lado, existe risco de morte para os adultos com doença grave e progressiva, dificuldade na deglutição, desnutrição, pneumonia ou insuficiência respiratória.

- O tratamento deve ser instituído precocemente para evitar a perda e atrofia muscular, minimizando a incapacidade.

- É muito importante a realização de fisioterapia para preservar e melhorar a função muscular.

- Não existe a cura completa da doença, assim como outras doenças autoimunes.

- O tratamento visa à remissão e estabilização da doença para minimizar a incapacidade e melhorar a qualidade de vida.

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