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Praticar atividade física ajuda a combater a depressão e aumenta a capacidade cerebral da terceira idade


Andréa Ciaffone
do Diário do Grande ABC

28/07/2013 | 07:00


 Temperaturas baixas e chuvinha lá fora geralmente vem acompanhadas de uma enorme preguiça de sair da cama<MC0>. A maior parte dos jovens sucumbe à tentação de ignorar o relógio, virar de lado e dormir mais um pouquinho. Mas os idosos que já perceberam as vantagens de praticar atividade física, não.

“Frio, férias e a molecada some das aulas. Já os idosos não faltam nunca. A aderência deles aos exercícios é maior e acho que é porque eles sentem os benefícios com mais intensidade”, diz a professora educação física Denise Alonso, da Faculdade de Saúde da USCS (Universidade Municipal de São Caetano).

“A diferença entre o antes e o depois de ter uma rotina de prática esportiva é tão grande que os alunos não querem correr o risco de voltar à situação anterior. Por isso, o índice de desistência é muito menor do que de outras faixas etárias”, diz o professor Ricardo Linares, da Faculdade de Educação Física da USP (Universidade de São Paulo), que há 20 anos ministra aulas para cerca de 500 idosos por semestre.

O BOM COMBATE - “O esporte, seja qual for a modalidade, além de fortalecer a musculatura, trazer mais equilíbrio e agilidade, ajuda muito no controle da hipertensão e do diabetes”, diz Linares que coleciona casos de alunos que se viram livres destes males ou conseguiram reduzir a ingestão de medicamentos para combatê-los. Linares diz não ver restrições quanto ao tipo de esporte a ser praticado. “As atividades de alto impacto, como basquete, vôlei, futebol, não são proibidas, mas são mais indicadas para quem já tem vivência nesses esportes.”

Quem pensa que as artes marciais estão fora do alcance dos mais velhos não entende nada de tatame. Nem de idosos. “Tenho vários alunos que entraram no judô quando vieram colocar os filhos para aprender. Hoje, os filhos largaram e eles continuam a lutar”, diz Gil Carvalho, da Associação Desportiva Santo André. “Depois dos 20 anos, não dá para pensar em ser atleta, em ter alta performance, mas dá, sim, para aprender e evoluir no esporte”, avalia Carvalho, que também é o técnico da equipe andreense de judô. Dos 600 alunos da academia, cerca de 25% estão acima dos 60 anos. “Tenho alunas de yoga que estão conosco há 18 anos. Em termos de postura e flexibilidade elas têm performance melhor que as meninas de 20 anos”, diz Carvalho.

O PIOR INIMIGO - Todos os especialistas são unânimes em afirmar que os maiores benefícios físicos parecem pequenos diante dos benefícios psicológicos e sociais que a atividade esportiva pode proporcionar. “Tive vários relatos de melhora de densidade óssea, pressão arterial e de outros parâmetros de saúde”, aponta Denise. “Tudo isso é ótimo, mas o maior ganho é da alma, que quase não dá para medir. A convivência com as outras pessoas e o movimento em si derrotam o isolamento, a sensação de inutilidade e de incapacidade”, completa.

“O pior inimigo da atividade física na terceira idade é a depressão”, diz Linares. “E essa é a primeira que o esporte consegue vencer”, afirma.

Depois da aposentaria, a pessoa se sente sem lugar no mundo, tem menos dinheiro, não tem mais rotina ativa, muitas vezes passa a ser super protegido pelos filhos e acaba ficando encastelado em casa. “Ficar sozinho e parado é a pior opção”, reforça Linares. “A dinâmica criada dentro das aulas traz momentos de alegria preciosos.”

VENCENDO O TEMPO - De acordo com os dados preliminares de um estudo sobre atividade física e seus efeitos na depressão e na cognição conduzido por Linhares com outras áreas da USP, os esportes são capazes de ativar o cérebro. Quando apresentados ao mesmo questionário, os idosos sedentários levaram três vezes mais tempo para responder às perguntas dos que os que estavam com o corpo são.

USP abre suas classes de graduação para a terceira idade

Promovido pela USP (Universidade de São Paulo) há 20 anos, o programa Universidade Aberta à Terceira Idade já recebeu 100 mil alunos em mais de 60 anos nos campus da entidade pública.

Com o objetivo de promover conhecimento nas áreas de interesse dos idosos e, ao mesmo tempo, estimular a troca de saberes entre as gerações, a iniciativa permite que os idosos participem de disciplinas dos cursos de graduação e de atividades físicas e culturais que acontecem nos campus da USP nas cidades de São Paulo, Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos.

Para saber quais os cursos que abrem vagas, quantas são e quais são os pré-requisitos para fazer a matrícula, o interessado deve consultar o catálogo que está disponível para download gratuito no site:www.prceu.usp.br.

Neste segundo semestre, o programa disponibiliza um total de 4.488 vagas em 480 atividades para a terceira idade, número 30% maior do que no primeiro semestre deste ano (322). História da Arte, Música Popular Brasileira, Literatura Japonesa, Princípios de Administração, Economia, Introdução à Astronomia, Noções de Estatística e Educação Física na Terceira Idade são alguns exemplos de disciplinas que os idosos poderão cursar junto com os alunos de graduação da USP. Para esses cursos, as inscrições têm início hoje e seguem até o dia 9 de agosto.



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