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Mas pode me chamar de Dilma

Há muitas variações possíveis; Meu nome é Felipe Melo, mas pode me chamar de Dunga


Carlos Brickmann

16/06/2010 | 00:00


Há muitas variações possíveis:

1 - Meu nome é Felipe Melo, mas pode me chamar de Dunga;

2 - Meu nome é Dunga, mas pode me chamar de Zangado ou de Mestre. E não se atreva a me chamar de Feliz;

3 - Meu nome é Dilma, mas pode me chamar de Norma Bengell;

4 - Meu nome é Dilma Bengell, mas meu novo cabeleireiro disse que pode me chamar de Carolina Herrera;

5 - Meu nome é Jabulani, mas pode me chamar de desculpa de frangueiro;

6 - Meu nome é Mercadante, se o legalmente irrevogável registro de nascimento em cartório não foi revogado;

7 - Meu nome é Aécio, mas meus companheiros de partido adorariam me chamar de Messias;

8 - Meu nome é Sarney, mas se tiver algum cargo pode me chamar do nome que quiser que eu atendo;

9 - Meu nome é senador Suplicy da Renda Mínima, e será que alguém faria a gentileza de me chamar para alguma coisa?

10 - Meu nome é Alckmin, mas pode me chamar de Geraldo, ou Geraldinho, ou Geraldo Alckmin, eu digo assim que decidirem como vou ser conhecido;

11 - Meu nome é Sérgio Guerra, mas pode me chamar de vice, ou de senador, ou de deputado, ou sei lá, que algum lugar eu ainda pego.

MAMÃE NOELA

Imagine agora Sua Excelência, o presidente Lula, na TV, dizendo algo como "cumpanhêro, meu nome é Dilma". Dilma já tem maquiadora pessoal, o mesmo cabeleireiro de Marta Suplicy, personal stylist - e tudo para ouvir um cavalheiro barrigudinho de barbas brancas, a cara de Papai- Noel, dizer que é ela!

IRMA VAP

Já o adversário de Dilma, José Serra, tem um perfeito clone visual, o dr. Dráuzio Varela, e um clone espiritual, Michel Temer - ambos seriam rivais de Boris Karloff em qualquer filme de terror. Mas Temer não pode dizer que seu nome é Serra. Ele está na outra chapa.

TUMINHAS E TUMÃO

O cartão vermelho que o governo aplicou ao secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., resolveu um problema sério do senador Romeu Tuma: o PTB, ao qual está filiado, vai com Serra (e o PTB paulista, sob o comando do deputado Campos Machado, é Serra e Alckmin de porteira fechada). Com a queda de Tuma Jr., fica mais fácil para Tuma pai seguir a orientação do partido. Resta apenas um obstáculo, e grande, para que Tuma pai volte a ser petebista desde criancinha: outro filho seu, Robson, está no governo federal, como diretor de planejamento corporativo da Liquigás. É um belíssimo cargo.

O SENTIDO DAS COISAS

A pressão sobre Aécio Neves para que aceitasse ser vice de José Serra não tinha nada a ver com votos que pudesse atrair (ninguém vota em vice), nem com uma eventual tentativa de agradar os mineiros (que há oito anos ocupam a vice, com José Alencar). O objetivo era outro: garantir que Aécio se empenhasse de verdade na campanha (o que não fez em eleições anteriores), sob pena de ficar sem cargo. Aécio rejeitou a vice, jurou fidelidade ao partido, mas está preocupado mesmo com sua própria candidatura ao Senado e com a de Antonio Anastasia a governador. Ainda não se moveu nem para impedir que os prefeitos do PSDB, fascinados pela caneta amiga do governo federal, façam campanha por Dilma.

 MENINOS, NÃO VI

Informação publicada em http://twitter.com/AlonFe, do jornalista Alon Feuerwerker: "Da série O Acre não existe: os quatro diários do Estado deixam de circular na quarta por causa do jogo da Seleção na terça".



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