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Espanha despacha
a Itália e entra no
caminho da Seleção

Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Calma, Fúria decide título da Copa das Confederações no Maracanã


Anderson Fattori, Thiago Postigo Silva

28/06/2013 | 07:00


Não foi como esperado, mas como a maioria previa. Espanha e Brasil farão a final da Copa das Confederações, domingo (19h), no Maracanã. Mais cedo (13h), italianos e uruguaios disputarão o terceiro lugar na Fonte Nova.

Após eliminar o Uruguai, os brasileiros tiveram que esperar o jogo, a prorrogação – ambos terminaram empatados por 0 a 0 – e emocionante disputa de pênaltis para conhecer o adversário da decisão. O italiano Bonucci errou a cobrança, Jesus Navas manteve a perfeição e classificou a Fúria.

Povoando o meio campo, a Itália tirou da Espanha o característico controle da bola. Sem espaço, a Fúria tinha de definir rapidamente as jogadas e forçava passes pelo centro da zaga, mas quase sempre errava, facilitando o desarme.

Por outro lado, o sistema com seis homens no setor dava à Azzurra a possibilidade de jogar com os dois alas subindo ao mesmo tempo ao ataque – Maggio pela direita e o meia Giaccherini, que atuou na ponta, na esquerda – dificultando a marcação espanhola.

Com o nó tático, a Itália foi quem criou as melhores chances para marcar na primeira etapa. Foram pelo menos três grandes oportunidades nos primeiros 20 minutos, todas em cabeceios, mas Maggio parou em Casillas e De Rossi e Marchisio erraram o alvo.

Surpresos com a postura adversária, os espanhóis tentavam tocar a bola buscando forma de escapar da marcação, mas não conseguiam. E um passe errado quase pôs tudo a perder. Aos 35, a Itália recuperou a bola, Giaccherini recebeu pela direita e deu passe para Maggio cabecear, mas Casillas fez grande defesa.

Para não dizer que a Espanha não criou nada, na melhor chance, aos 36, Torres recebeu, girou para cima da marcação, mas mandou à direita.

Prandelli abusou ainda mais com a entrada do meia Montolivo na vaga no zagueiro Barzagli, recuando De Rossi à zaga. Del Bosque, porém, obrigou Pedro e Xavi a acompanharem os alas italiano para evitar riscos.

As mudanças fizeram com que os times ocupassem o mesmo espaço em campo e o jogo ficou truncado. Pesou também o calor cearense para que o ritmo do clássico diminuísse.

Mais incisivos, os espanhóis foram os que estiveram perto de vencer no tempo normal. Aos 28, Pedro escapou, se antecipou a Buffon, mas mandou para fora. Aos 39, Navas tocou para Piqué mandar por cima.

Desgastados, os times tentaram decidir com a bola rolando, na prorrogação. Aos três minutos, Giaccherini acertou a trave direita de Casillas. No segundo tempo, os espanhóis assustaram com Xavi atingindo o travessão de Buffon.

Iguais, os times tiveram de decidir nos pênaltis. Pela Itália, Candreva, Aquilani, De Rossi, Giovinco, Pirlo e Montolivo balançaram a rede. O mesmo aconteceu com os espanhóis Xavi, Iniesta, Piqué, Sergio Ramos, Mata e Busquets. Até que Bonucci mandou por cima e Navas classificou a Espanha.


Navas faz, provoca e espera pelo Brasil

Jesus Navas entrou no segundo tempo, na vaga do apagado David Silva e se tornou protagonista da semifinal. Com calma, bateu o pênalti que definiu a decisão contra a Itália e saiu em disparada, provocando o torcedor cearense que apoiava a Itália.

Depois, mais calmo, ele explicou o que sentiu. “Estava muito feliz naquela hora. Nosso time está com muita vontade de ganhar esse título e tive calma suficiente para acertar a cobrança e conseguir a classificação”, comemorou Navas.

O jogador do Manchester City ainda enalteceu a força dos italianos, que endureceram a partida e, por muito pouco, não derrubaram os espanhóis. “Sabíamos que seria muito complicado. Eles evoluíram demais depois da Eurocopa, mas nós também amadurecemos e por isso conseguimos essa vitória”, ressaltou o meia.

Apesar de elogiar o rival europeu, Navas deixou claro que o grande desejo dos espanhóis é fazer tira-teima contra o Brasil, em jogo que não acontece desde novembro de 1999 e está marcado para domingo, no Maracanã. “Essa é a partida que queríamos jogar. Queríamos estar na final ainda mais contra o Brasil. Será um dia muito especial”, finalizou o espanhol.

Vilão, Bonucci lamenta erro e diz que vai treinar pênaltis por um ano

Toda disputa de pênaltis tem um vilão e a bola da vez foi Bonucci. O italiano não escondeu a chateação por ter sido o responsável pela eliminação da Azzurra ontem contra a Espanha na Copa das Confederações e explicou o que houve.

“Tentei abrir bem a batida para tirar do alcance do goleiro, mas a bola subiu muito e saiu. Tenho que treinar mais, aliás, acho que vou treinar pênaltis por um ano”, disse o zagueiro, novidade de Cesare Prandelli no jogo.

Um dos líderes da Azzurra, o também zagueiro Chiellini saiu em defesa do companheiro e o comparou a um dos maiores craques italianos. “O Bonucci tem muita personalidade. Assumiu a responsabilidade e bateu, mas errou. O que aconteceu é lamentável, mas o que eu posso dizer? Ele errou. Não é por isso que vai deixar de ser um bom batedor. O Baggio, que era ainda melhor, também errou”, lembrando da final da Copa do Mundo de 1994, contra o Brasil.

Experiente, Chiellini lamentou o fato de a Itália não ter definido o jogo no tempo normal, sobretudo no primeiro tempo, quando foi superior.

“Com todo respeito, se houve uma equipe que merecia a vitória foi a nossa. Estamos muito desapontados com o resultado. O time estava confiante e pensamos no resultado da Eurocopa o tempo todo, quando perdemos por 4 a 0. O que me fez lamentar foram as chances perdidas pelo Maggio ainda no primeiro tempo, quando tínhamos o controle do jogo”, analisou.

Casillas esnoba torcida contra e diz que esperava decisão contra o Brasil

O jogadores espanhóis não esconderam a satisfação de manter a invencibilidade, que agora é de 29 partidas, como também de enfrentar o Brasil na final da Copa das Confederações, em jogo que pode coroar ou colocar em xeque a supremacia do time.

“Todo o mundo esperava e queria que a final fosse entre Espanha e Brasil. As duas seleções foram as melhores durante a competição e mereceram decidir o título. Vai ser muito bonito para todos os jogadores atuar no Maracanã”, comentou o goleiro Casillas, que retornou ontem ao time titular.

Confiante em mais um título da Fúria, Casillas esnoba até mesmo a força do torcedor. “Desde o primeiro jogo os torcedores vêm apoiando os nossos adversários, mas isso não é problema algum. Estou convencido de que todos os torcedores queriam ver Brasil e Espanha na final e agora o jogo está aí para nós desfrutarmos deste momento importante na carreira de qualquer jogador”, completou o goleiro.

O zagueiro Piqué também demonstrou confiança no título e disse que o dia a menos de preparação que vai ter em relação ao Brasil – o time de Luiz Felipe Scolari jogou na quarta-feira e já está no Rio de Janeiro – não será decisivo.

“Nós teremos apenas um dia a menos de descanso, mas será um lindo jogo, com dois times habilidosos. Tenho certeza de que será uma grande partida e que vai vencer quem estiver melhor no dia”, disse Piqué, que foi observado de perto pela namorada Shakira.

A Espanha ainda não divulgou a programação, mas a expectativa é de que o time siga para o Rio de Janeiro hoje pela manhã e realize treino leve no Estádio do Engenhão. A definição da equipe será feita amanhã, véspera da final, no reconhecimento do Maracanã.

Del Bosque elogia rival da final e se mostra empolgado

O sempre carrancudo Vicente Del Bosque distribuiu sorrisos ontem após a dramática classificação para a final da Copa das Confederações. Ele também agradeceu o fato de pegar o Brasil na final.

“Éramos quatro campeões do mundo e agora restam dois. O Brasil fala por suas conquistas, tem cinco mundiais e três títulos da Copa das Confederações. Vamos jogar no Maracanã, com a torcida local e isso nos empolga. Por mais títulos que tenham conquistado, os jogadores estão animados por jogar no Maracanã</CW>”, garantiu o treinador.

Del Bosque também ignorou o fato de ter um dia a menos de preparação. “Essas coisas são definidas por sorteio, não temos do que reclamar. Não serve como desculpa. Temos três dias de preparação e o que importa é que façamos o melhor espetáculo possível para o torcedor”, comentou. “Os dois laterais são extraordinários e capazes de desequilibrar, assim como o Neymar e o Hulk, que são fantásticos”, completou.  



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Espanha despacha
a Itália e entra no
caminho da Seleção

Calma, Fúria decide título da Copa das Confederações no Maracanã

Anderson Fattori, Thiago Postigo Silva

28/06/2013 | 07:00


Não foi como esperado, mas como a maioria previa. Espanha e Brasil farão a final da Copa das Confederações, domingo (19h), no Maracanã. Mais cedo (13h), italianos e uruguaios disputarão o terceiro lugar na Fonte Nova.

Após eliminar o Uruguai, os brasileiros tiveram que esperar o jogo, a prorrogação – ambos terminaram empatados por 0 a 0 – e emocionante disputa de pênaltis para conhecer o adversário da decisão. O italiano Bonucci errou a cobrança, Jesus Navas manteve a perfeição e classificou a Fúria.

Povoando o meio campo, a Itália tirou da Espanha o característico controle da bola. Sem espaço, a Fúria tinha de definir rapidamente as jogadas e forçava passes pelo centro da zaga, mas quase sempre errava, facilitando o desarme.

Por outro lado, o sistema com seis homens no setor dava à Azzurra a possibilidade de jogar com os dois alas subindo ao mesmo tempo ao ataque – Maggio pela direita e o meia Giaccherini, que atuou na ponta, na esquerda – dificultando a marcação espanhola.

Com o nó tático, a Itália foi quem criou as melhores chances para marcar na primeira etapa. Foram pelo menos três grandes oportunidades nos primeiros 20 minutos, todas em cabeceios, mas Maggio parou em Casillas e De Rossi e Marchisio erraram o alvo.

Surpresos com a postura adversária, os espanhóis tentavam tocar a bola buscando forma de escapar da marcação, mas não conseguiam. E um passe errado quase pôs tudo a perder. Aos 35, a Itália recuperou a bola, Giaccherini recebeu pela direita e deu passe para Maggio cabecear, mas Casillas fez grande defesa.

Para não dizer que a Espanha não criou nada, na melhor chance, aos 36, Torres recebeu, girou para cima da marcação, mas mandou à direita.

Prandelli abusou ainda mais com a entrada do meia Montolivo na vaga no zagueiro Barzagli, recuando De Rossi à zaga. Del Bosque, porém, obrigou Pedro e Xavi a acompanharem os alas italiano para evitar riscos.

As mudanças fizeram com que os times ocupassem o mesmo espaço em campo e o jogo ficou truncado. Pesou também o calor cearense para que o ritmo do clássico diminuísse.

Mais incisivos, os espanhóis foram os que estiveram perto de vencer no tempo normal. Aos 28, Pedro escapou, se antecipou a Buffon, mas mandou para fora. Aos 39, Navas tocou para Piqué mandar por cima.

Desgastados, os times tentaram decidir com a bola rolando, na prorrogação. Aos três minutos, Giaccherini acertou a trave direita de Casillas. No segundo tempo, os espanhóis assustaram com Xavi atingindo o travessão de Buffon.

Iguais, os times tiveram de decidir nos pênaltis. Pela Itália, Candreva, Aquilani, De Rossi, Giovinco, Pirlo e Montolivo balançaram a rede. O mesmo aconteceu com os espanhóis Xavi, Iniesta, Piqué, Sergio Ramos, Mata e Busquets. Até que Bonucci mandou por cima e Navas classificou a Espanha.


Navas faz, provoca e espera pelo Brasil

Jesus Navas entrou no segundo tempo, na vaga do apagado David Silva e se tornou protagonista da semifinal. Com calma, bateu o pênalti que definiu a decisão contra a Itália e saiu em disparada, provocando o torcedor cearense que apoiava a Itália.

Depois, mais calmo, ele explicou o que sentiu. “Estava muito feliz naquela hora. Nosso time está com muita vontade de ganhar esse título e tive calma suficiente para acertar a cobrança e conseguir a classificação”, comemorou Navas.

O jogador do Manchester City ainda enalteceu a força dos italianos, que endureceram a partida e, por muito pouco, não derrubaram os espanhóis. “Sabíamos que seria muito complicado. Eles evoluíram demais depois da Eurocopa, mas nós também amadurecemos e por isso conseguimos essa vitória”, ressaltou o meia.

Apesar de elogiar o rival europeu, Navas deixou claro que o grande desejo dos espanhóis é fazer tira-teima contra o Brasil, em jogo que não acontece desde novembro de 1999 e está marcado para domingo, no Maracanã. “Essa é a partida que queríamos jogar. Queríamos estar na final ainda mais contra o Brasil. Será um dia muito especial”, finalizou o espanhol.

Vilão, Bonucci lamenta erro e diz que vai treinar pênaltis por um ano

Toda disputa de pênaltis tem um vilão e a bola da vez foi Bonucci. O italiano não escondeu a chateação por ter sido o responsável pela eliminação da Azzurra ontem contra a Espanha na Copa das Confederações e explicou o que houve.

“Tentei abrir bem a batida para tirar do alcance do goleiro, mas a bola subiu muito e saiu. Tenho que treinar mais, aliás, acho que vou treinar pênaltis por um ano”, disse o zagueiro, novidade de Cesare Prandelli no jogo.

Um dos líderes da Azzurra, o também zagueiro Chiellini saiu em defesa do companheiro e o comparou a um dos maiores craques italianos. “O Bonucci tem muita personalidade. Assumiu a responsabilidade e bateu, mas errou. O que aconteceu é lamentável, mas o que eu posso dizer? Ele errou. Não é por isso que vai deixar de ser um bom batedor. O Baggio, que era ainda melhor, também errou”, lembrando da final da Copa do Mundo de 1994, contra o Brasil.

Experiente, Chiellini lamentou o fato de a Itália não ter definido o jogo no tempo normal, sobretudo no primeiro tempo, quando foi superior.

“Com todo respeito, se houve uma equipe que merecia a vitória foi a nossa. Estamos muito desapontados com o resultado. O time estava confiante e pensamos no resultado da Eurocopa o tempo todo, quando perdemos por 4 a 0. O que me fez lamentar foram as chances perdidas pelo Maggio ainda no primeiro tempo, quando tínhamos o controle do jogo”, analisou.

Casillas esnoba torcida contra e diz que esperava decisão contra o Brasil

O jogadores espanhóis não esconderam a satisfação de manter a invencibilidade, que agora é de 29 partidas, como também de enfrentar o Brasil na final da Copa das Confederações, em jogo que pode coroar ou colocar em xeque a supremacia do time.

“Todo o mundo esperava e queria que a final fosse entre Espanha e Brasil. As duas seleções foram as melhores durante a competição e mereceram decidir o título. Vai ser muito bonito para todos os jogadores atuar no Maracanã”, comentou o goleiro Casillas, que retornou ontem ao time titular.

Confiante em mais um título da Fúria, Casillas esnoba até mesmo a força do torcedor. “Desde o primeiro jogo os torcedores vêm apoiando os nossos adversários, mas isso não é problema algum. Estou convencido de que todos os torcedores queriam ver Brasil e Espanha na final e agora o jogo está aí para nós desfrutarmos deste momento importante na carreira de qualquer jogador”, completou o goleiro.

O zagueiro Piqué também demonstrou confiança no título e disse que o dia a menos de preparação que vai ter em relação ao Brasil – o time de Luiz Felipe Scolari jogou na quarta-feira e já está no Rio de Janeiro – não será decisivo.

“Nós teremos apenas um dia a menos de descanso, mas será um lindo jogo, com dois times habilidosos. Tenho certeza de que será uma grande partida e que vai vencer quem estiver melhor no dia”, disse Piqué, que foi observado de perto pela namorada Shakira.

A Espanha ainda não divulgou a programação, mas a expectativa é de que o time siga para o Rio de Janeiro hoje pela manhã e realize treino leve no Estádio do Engenhão. A definição da equipe será feita amanhã, véspera da final, no reconhecimento do Maracanã.

Del Bosque elogia rival da final e se mostra empolgado

O sempre carrancudo Vicente Del Bosque distribuiu sorrisos ontem após a dramática classificação para a final da Copa das Confederações. Ele também agradeceu o fato de pegar o Brasil na final.

“Éramos quatro campeões do mundo e agora restam dois. O Brasil fala por suas conquistas, tem cinco mundiais e três títulos da Copa das Confederações. Vamos jogar no Maracanã, com a torcida local e isso nos empolga. Por mais títulos que tenham conquistado, os jogadores estão animados por jogar no Maracanã</CW>”, garantiu o treinador.

Del Bosque também ignorou o fato de ter um dia a menos de preparação. “Essas coisas são definidas por sorteio, não temos do que reclamar. Não serve como desculpa. Temos três dias de preparação e o que importa é que façamos o melhor espetáculo possível para o torcedor”, comentou. “Os dois laterais são extraordinários e capazes de desequilibrar, assim como o Neymar e o Hulk, que são fantásticos”, completou.  

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