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Sem professor fixo,
aluno autista tem
dificuldade na escola

Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Em Santo André, mãe afirma que menino de 4 anos não recebe atenção específica


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

28/06/2013 | 07:00


Os últimos cinco meses de aula têm sido problemáticos para o pequeno Gabriel, 4 anos, estudante da Creche Herbert de Souza, no Parque Marajoara, em Santo André. Isso porque o aluno autista não conseguiu se adaptar ao fato de não ter professor fixo atuando junto ao auxiliar dentro da sala, desde janeiro.

Segundo a mãe, a administradora de empresas Ana Paula Teixeira de Oliveira, 30, o garoto tem tido dificuldade de permanecer dentro da sala, passou a apresentar comportamento agitado e, por vezes, agressivo. “Cada dia ele está em um lugar diferente. Já cheguei a buscá-lo na lavanderia porque os professores dizem que ele não para quieto e que eles não dão conta de cuidar dele”, comenta Ana Paula.

Segundo a mãe, na maior parte dos dias a solução tem sido levar o filho de volta para casa ao perceber que ele está agressivo. “Sei das limitações do meu filho, mas não quero que ele fique isolado da turma e sem oportunidade de aprender”, diz.

Os problemas começaram, de acordo com Ana Paula, após a saída da professora efetiva e a não substituição da educadora. “Não havia problemas no ano passado porque era uma professora fixa e uma auxiliar. Ele estava acostumado e até gostava das aulas”, destaca a moradora do Jardim Marek.

A Secretaria de Educação de Santo André informou que está empenhada em solucionar os problemas de falta de profissionais na rede e, por isso, realiza concurso para contratação de 238 professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental e de 200 ADIs (Agentes de Desenvolvimento Infantil), que atuam na creche ao lado dos professores. Há ainda projeto protocolado na Câmara que propõe a criação de 360 vagas para professores na rede municipal. A Prefeitura planeja normalizar a situação na Creche Herbert de Souza no início do segundo semestre.

REGIÃO

O Grande ABC tem atualmente cerca de 11 mil alunos em inclusão, de acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Destes, cerca de 4.600 estão matriculados na rede municipal. O número de estudantes com algum tipo de deficiência corresponde a aproximadamente 3% do total de crianças e jovens atendidos pela rede de ensino oferecida pelas prefeituras das sete cidades.

Conforme decreto de 1999 que regulamentou a Lei 7.853/89 sobre a política nacional para a integração da pessoa com deficiência, cabe aos órgãos e às entidades do poder público assegurar o pleno exercício de direitos básicos, inclusive à Educação. Dessa forma, as salas de aula passaram a receber alunos com vários tipos de limitações, como o autismo, por exemplo.

Aprendizagem depende de confiança, diz especialista

O processo de inclusão prevê que todos os alunos sejam beneficiados, já que todos têm o direito de aprender, explica a coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Anhanguera Uniban, Luciana Stocco de Mergulhão.

Além disso, a educadora acredita que o aprendizado só acontece quando é estabelecida relação de confiança entre professor e aluno. “Toda a equipe escolar precisa estar preparada para acolher estudantes e também familiares.”

Apesar de não existir lei específica que obrigue a redução do número de estudantes em classes que tenham crianças com necessidades especiais, as redes de ensino precisam pensar o que é melhor para cada caso, explica a especialista. “Quando a criança demanda cuidados especiais, como para comer ou ir ao banheiro, é indicado que o professor tenha auxiliar na sala de aula até que o aluno se adapte ao grupo.”

A coordenadora do curso de Pedagogia entende que é recomendada a manutenção de plano focado para os estudantes em inclusão. “Mesmo que mude o professor, o trabalho é mantido”, diz. 



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Sem professor fixo,
aluno autista tem
dificuldade na escola

Em Santo André, mãe afirma que menino de 4 anos não recebe atenção específica

Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

28/06/2013 | 07:00


Os últimos cinco meses de aula têm sido problemáticos para o pequeno Gabriel, 4 anos, estudante da Creche Herbert de Souza, no Parque Marajoara, em Santo André. Isso porque o aluno autista não conseguiu se adaptar ao fato de não ter professor fixo atuando junto ao auxiliar dentro da sala, desde janeiro.

Segundo a mãe, a administradora de empresas Ana Paula Teixeira de Oliveira, 30, o garoto tem tido dificuldade de permanecer dentro da sala, passou a apresentar comportamento agitado e, por vezes, agressivo. “Cada dia ele está em um lugar diferente. Já cheguei a buscá-lo na lavanderia porque os professores dizem que ele não para quieto e que eles não dão conta de cuidar dele”, comenta Ana Paula.

Segundo a mãe, na maior parte dos dias a solução tem sido levar o filho de volta para casa ao perceber que ele está agressivo. “Sei das limitações do meu filho, mas não quero que ele fique isolado da turma e sem oportunidade de aprender”, diz.

Os problemas começaram, de acordo com Ana Paula, após a saída da professora efetiva e a não substituição da educadora. “Não havia problemas no ano passado porque era uma professora fixa e uma auxiliar. Ele estava acostumado e até gostava das aulas”, destaca a moradora do Jardim Marek.

A Secretaria de Educação de Santo André informou que está empenhada em solucionar os problemas de falta de profissionais na rede e, por isso, realiza concurso para contratação de 238 professores de Educação Infantil e Ensino Fundamental e de 200 ADIs (Agentes de Desenvolvimento Infantil), que atuam na creche ao lado dos professores. Há ainda projeto protocolado na Câmara que propõe a criação de 360 vagas para professores na rede municipal. A Prefeitura planeja normalizar a situação na Creche Herbert de Souza no início do segundo semestre.

REGIÃO

O Grande ABC tem atualmente cerca de 11 mil alunos em inclusão, de acordo com o Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Destes, cerca de 4.600 estão matriculados na rede municipal. O número de estudantes com algum tipo de deficiência corresponde a aproximadamente 3% do total de crianças e jovens atendidos pela rede de ensino oferecida pelas prefeituras das sete cidades.

Conforme decreto de 1999 que regulamentou a Lei 7.853/89 sobre a política nacional para a integração da pessoa com deficiência, cabe aos órgãos e às entidades do poder público assegurar o pleno exercício de direitos básicos, inclusive à Educação. Dessa forma, as salas de aula passaram a receber alunos com vários tipos de limitações, como o autismo, por exemplo.

Aprendizagem depende de confiança, diz especialista

O processo de inclusão prevê que todos os alunos sejam beneficiados, já que todos têm o direito de aprender, explica a coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Anhanguera Uniban, Luciana Stocco de Mergulhão.

Além disso, a educadora acredita que o aprendizado só acontece quando é estabelecida relação de confiança entre professor e aluno. “Toda a equipe escolar precisa estar preparada para acolher estudantes e também familiares.”

Apesar de não existir lei específica que obrigue a redução do número de estudantes em classes que tenham crianças com necessidades especiais, as redes de ensino precisam pensar o que é melhor para cada caso, explica a especialista. “Quando a criança demanda cuidados especiais, como para comer ou ir ao banheiro, é indicado que o professor tenha auxiliar na sala de aula até que o aluno se adapte ao grupo.”

A coordenadora do curso de Pedagogia entende que é recomendada a manutenção de plano focado para os estudantes em inclusão. “Mesmo que mude o professor, o trabalho é mantido”, diz. 

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