Na manhã seguinte ao crime, Pirata foi preso por ter rompido a tornozeleira. "Naquele momento, já tínhamos informações de que ele teria participado do assassinato de um policial. Ele foi ouvido, mas não explicou o ferimento nas mãos, nem como conseguiu R$ 200 encontrado em seu poder e, além disso, caiu em contradições", contou o delegado Edmilson Bataier, da DIG/Dise. Mais tarde, ao encontrar o corpo, a Polícia Civil prenderia Pereira pelo latrocínio do agente.
Segundo o delegado, além do rastreamento da tornozeleira e interceptações telefônicas outras provas comprovam a participação do acusado no crime, cujo inquérito foi concluído nessa segunda-feira, 20.
"Embora estivesse preso em flagrante, ele sempre negou a autoria do crime, dizendo que a obrigação de comprovar sua culpa era da polícia. Agora, está comprovada", comentou o delegado. O rastreamento por satélite da tornozeleira comprovou que Pereira usou um orelhão próximo da casa dos pais para ligar para o agente, o atraindo até Jaú. "E, depois, o rastreamento mostrou que o acusado passou pelo local do crime", contou o delegado.
De acordo com Bataier, as interceptações e documentos apreendidos na casa do agente mostraram que ele e o presidiário se conheciam, mas não se sabe qual foi o argumento usado pelo presidiário para atrair o agente até Jaú. O corpo de Martins foi encontrado com facadas ao lado do carro, um Fiat Siena, num canavial na Vila Orlando Ometto, próximo à casa de Pereira. Segundo a polícia, carteira, notebook e um celular de Martins foram roubados por Pereira, que está preso na Penitenciária de Avaré.
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