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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 28 de julho de 2026

28/07/2026 | 10:03
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Eleições e churrasco

‘Probabilidade da reeleição de Lula foi de 38% para 60% desde o início do ano, diz CEO da Quaest’. O leitor Tullio Marco, de Bauru, na edição de sexta (24) cita ironicamente a linguagem figurada usada por Lula na campanha de 2022 sobre “churrasco de picanha”, como se fosse receber um Bolsa Carvão & Picanha! E deposita nos pré-candidatos do PSD e do Novo, “churrasqueiros experientes”, sua fantasia de fazer churrasco com picanha suculenta... Em dezembro deve receber seu presente pelo trenó do Papai Noel. 

João Paulo Mendes Parreira São Caetano

DGABC

Segurança no País

São Caetano é a cidade menos violenta do País, aponta Anuário de Segurança Pública. Conforme o relatório, em 2025, a cidade teve 1,2 morte por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional foi de 19. No período foram 40.775 pessoas mortas de forma intencional e violenta, número que se assemelha a países em guerra. Tivemos outras 1.571 vítimas de feminicídio, crime que vem crescendo de forma assustadora no País. Por aqui o crime tem “compensado”, já que a imensa maioria dos criminosos não chega a prestar contas à Justiça e, quando isso ocorre, raramente as punições são proporcionais aos atos praticados, propiciando elevados índices de reincidências. Nosso governo, nossas leis e nossa (in)Justiça são muito frouxos no combate aquele que hoje é o maior câncer da sociedade: a violência. Dentro desse contexto, projetos sobre a redução da maioridade penal, um clamor popular detectado por diversas pesquisas, permanecem parados no Congresso. Várias comissões já foram criadas para discutir o tema, mas o processo não avança, geralmente por resistência de uma esquerda barulhenta com a conivência da direita omissa, e quem paga o preço com a própria vida é o cidadão de bem. Esperam-se propostas concretas e viáveis dos postulantes à Presidência da República para enfrentar essa questão, que deve ser tratada como “prioridade número um”, liderando uma frente ampla para tratar um problema tão relevante e negligenciado há décadas, razão pela qual chegamos à atual situação calamitosa.

Mauri Fontes-Santo André

Roubo de celulares

Ao orientar a população sobre como usar o celular nas ruas, o presidente recomenda não expor o aparelho, observar o entorno e proteger os dados pessoais. O conselho faria sentido se o maior risco fosse a distração do usuário. Mas o brasileiro convive com uma realidade muito mais dura: assaltantes arrancam bolsas, levantam a blusa de mulheres para tomar o celular, quebram vidros de carros em segundos e transformam um simples deslocamento em motivo de apreensão. A impressão é de que se transfere ao cidadão a responsabilidade de evitar o crime, quando o dever do Estado é combatê-lo. Cabe ao governo orientar a população, sem dúvida, mas cabe sobretudo garantir que ela possa andar pelas ruas com segurança. Em que mundo vive o presidente? O dos conselhos de prudência ou o das ruas, onde milhões de brasileiros convivem diariamente com o medo? Enquanto se ensina a esconder o celular, o País continua esperando políticas públicas eficazes para enfrentar a criminalidade e que são sempre adiadas. 

Luciana Lins-Campinas (SP)




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