Sem energia Prefeitura trabalha para restabelecer serviço e estuda realocação para outra unidades; dois homens foram detidos
FOTO: Celso Luiz/DGABC

Os serviços do Centro Médico e de Especialidades de Rio Grande da Serra foram paralisados nesta segunda-feira (27), após furto de fiação elétrica que afetou a distribuição de energia do local. Após a ocorrência, a Secretaria de Saúde do município solicitou a instalação de câmeras de segurança, que serão integradas à Central de Monitoramento do programa 360º.
Ao todo, foram apreendidos 9,5 kg de fios, uma mochila e um alicate utilizado para a retirada do material, segundo as investigações. Um vídeo publicado pelo prefeito Akira Auriani (PSB) mostrou a movimentação dos suspeitos próximos à sede da administração municipal.
“Pelo monitoramento, conseguimos verificar a identidade do mais jovem, que já tinha passagem por tráfico. Diante disso, fomos até o bairro e encontramos os suspeitos. Durante a abordagem, um correu e jogou a mochila, mas conseguimos detê-lo”, afirmou o chefe dos investigadores da Delegacia de Polícia Civil de Rio Grande da Serra, Carlos Brisolla.
Os itens já se encontravam em processo de derretimento para possível venda. Por não ser flagrante, os suspeitos foram ouvidos e liberados na sequência.
Em nota, a administração municipal afirmou que trabalha para restabelecer o funcionamento da unidade de saúde o mais breve possível, mas ainda não há um prazo de reabertura por conta da conclusão da perícia criminal e do levantamento dos danos.
“A Secretaria de Saúde está avaliando a unidade mais adequada para receber temporariamente os serviços especializados. Os usuários que já possuem consultas ou procedimentos agendados serão comunicados sobre eventuais alterações de local ou data”, comunicou a Prefeitura. Conforme apuração, há possibilidade de a própria sede da Pasta receber os serviços.
Do total, 20 consultas de pediatria foram direcionadas para a USF (Unidade de Saúde da Família) Santa Tereza. Contudo, a maioria terá que ser reagendada para outro dia.
“Até que a gente restabeleça, não vamos conseguir atender. Não foi uma coisa pequena, um custo estimado em R$ 15 mil. Vamos correr para que o funcionamento volte quanto antes (nesta semana). A população não ficará desassistida”, reforçou.
“Casos assim acabam atrapalhando muito. É um local que atende todos da cidade. Acredito ser ideal ter câmeras de 360º, porque roubaram agora, mas pode ser que aconteça outra vez”, comentou.
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