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Roubo e furto de motos crescem 20,6% no segundo trimestre

Levantamento mostra aceleração dos crimes na comparação com o primeiro trimestre de 2026; em relação ao mesmo período do ano passado, alta foi de 1,4%

Vagner Aquino
27/07/2026 | 11:44
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FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os roubos e furtos de motocicletas voltaram crescer no Brasil. Na comparação entre o segundo e o primeiro trimestre de 2026, o número de ocorrências registradas aumentou 20,6%. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, no entanto, a alta foi de 1,4%.

A pesquisa foi realizada pelo Grupo Tracker, empresa de rastreamento e monitoramento de veículos, com base nos dados da clientela. De acordo com Vitor Corrêa, gerente de comando e monitoramento da companhia, três em cada dez acionamentos das equipes de localização são para recuperar motocicletas. Desse total, aproximadamente 56% dos casos são de roubo e 44% de furto. "O aumento das ocorrências reforça a importância de investir em medidas de proteção para reduzir o risco e ampliar as chances de recuperação do veículo", afirma.


Dias e horários

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O executivo destaca que a concentração das ocorrências também segue um padrão. Cerca de 48% dos roubos e furtos (quase a metade) acontecem às sextas-feiras, sábados e domingos. Dentro desse universo, 34% dos crimes são registrados entre 18h e 22h.

"As motocicletas de alta cilindrada continuam entre os principais alvos dos criminosos nos fins de semana, período em que muitos proprietários utilizam esses veículos para lazer. Em dias de tempo aberto e ensolarado, essa movimentação aumenta e, consequentemente, também cresce a exposição aos delitos", explica Corrêa.

De acordo com o gerente, existem diferentes motivações para os crimes. "As motocicletas são utilizadas para os chamados 'rolezinhos', em que criminosos realizam manobras perigosas e divulgam vídeos nas redes sociais. Modelos de maior cilindrada também são empregados em outros delitos, como roubos de pertences e até de veículos, principalmente as motocicletas do segmento Big Trail, que oferecem maior desempenho e facilidade de deslocamento em diferentes tipos de terreno. Outro fator relevante é o comércio ilegal de peças, um mercado bastante lucrativo para organizações criminosas".

Motos menores também viram alvo

O levantamento também mostra que as motocicletas de baixa cilindrada continuam ganhando espaço entre os alvos dos criminosos. "O crescimento da frota utilizada em serviços de entrega ampliou significativamente a exposição desses modelos nas ruas. Com isso, aumenta também a demanda por peças de reposição no mercado ilegal, alimentando a atuação dos desmanches clandestinos", acrescenta Corrêa.




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