
Jürgen Klopp foi apresentado oficialmente nesta sexta-feira, 24, como novo técnico da seleção da Alemanha. Mais de dois anos depois de comandar o Liverpool pela última vez, o treinador inicia um novo capítulo da carreira à frente da equipe nacional, com contrato para o ciclo que inclui a Eurocopa de 2028 e a Copa do Mundo de 2030.
Na primeira entrevista coletiva após assumir o cargo, Klopp deixou claro que pretende ter autonomia para trabalhar, mas também estabeleceu um limite para sua permanência na seleção. O alemão afirmou que deixará o posto caso a Federação Alemã perca a confiança em seu trabalho ou se sua família não for respeitada.
"No dia em que vocês não me quiserem mais, basta dizerem. E eu vou embora. Sem indenização. Se amanhã vocês disserem que ele é ruim, eu vou embora. Não basta uma pessoa, teria que ser mais do que isso. Se a Federação Alemã disser que ele é ruim, eu vou embora. Se vocês se comportarem mal e não deixarem minha família em paz, eu vou embora."
Klopp também pediu que eventuais críticas sejam direcionadas ao seu desempenho profissional e afirmou que está disposto a assumir a responsabilidade pelos resultados da equipe. Para o treinador, o novo desafio representa o ponto mais alto de sua trajetória.
"Critiquem-me se algo não funcionar. Estou disposto a trabalhar nisso. O importante é o trabalho. Jürgen Klopp não tem carreira depois da seleção. Este é o ponto alto da minha carreira."
O treinador classificou a oportunidade de comandar a Alemanha como uma grande honra e admitiu que a dimensão da função se tornou ainda mais evidente nos últimos dias, durante a preparação para assumir oficialmente o cargo.
"É uma grande honra estar aqui. O que tem acontecido comigo nestes últimos dias é que parece que um filme está passando na minha cabeça. Várias coisas estão passando pela minha mente. Eu já tinha uma ideia da dimensão do trabalho de técnico de uma seleção. Mas quando você se envolve com isso, sente a magnitude e a responsabilidade ainda mais. Sabendo de onde eu vim, era inimaginável para mim que um dia chegaria a este ponto."
Klopp também detalhou os primeiros passos no comando da Alemanha. Antes de estrear à beira do campo, o treinador pretende acompanhar de perto os atletas que podem fazer parte de seu ciclo e manter contato direto com o grupo.
"Ainda bem que não começa amanhã com o primeiro jogo; eu ficaria sobrecarregado. Vou assistir aos jogos em todos os países onde nossos jogadores estão, incluindo a Alemanha, claro. Aprendi muita coisa ultimamente. Manter contato com os jogadores é muito importante, e vou tentar entrar em contato com eles logo no início. Essa será minha primeira tarefa."
Klopp ainda foi questionado sobre Julian Nagelsmann, seu antecessor no cargo. Os dois não chegaram a trocar mensagens desde a mudança no comando da seleção, mas o novo treinador afirmou respeitar o trabalho do ex-técnico e disse não acreditar que tenha ficado qualquer ressentimento entre eles.
"Não houve nenhuma troca de mensagens. Feliz aniversário atrasado. Tenho o maior respeito por ele. O dia daquele comentário foi um dos piores da minha vida. Eu sabia que a bomba estava prestes a explodir. Gostaria de ter evitado isso. Pedi desculpas e elas foram aceitas. Não acho que haja ressentimentos. Desejo a ele tudo de bom. Acho que hoje é um bom dia para Julian, pois este capítulo está encerrado."
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.