Editorial A implementação de um hospital estadual em Mauá, voltado a atendimentos de alta e média complexidade, é pleito que precisa ser defendido por todos os políticos que têm o Grande ABC como base, independentemente do partido ao qual estão filiados. Um equipamento deste tipo seria um alento para toda a região, principalmente para os mauaenses e os moradores de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra.
As três cidades formam uma microrregião com 593,3 mil habitantes, que, na maioria das vezes, são encaminhados ao Hospital Dr. Radamés Nardini, administrado pela Prefeitura de Mauá, mas que atua praticamente como um serviço intermunicipal. E, se não bastasse essa quantidade de gente, ainda é acionado para receber vítimas de acidentes ocorridos no Rodoanel Mário Covas e na Rodovia Índio Tibiriçá.
A importância de um novo hospital precisa ser vista com mais amplitude, pois certamente trará diversos ganhos para os demais municípios. É evidente que irá desafogar também o fluxo de pacientes do Mário Covas, instalado em Santo André.
Essa é uma demanda antiga, que volta e meia é reanimada. Agora, deu um passo maior, com o projeto de lei protocolado na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) pelo deputado Rômulo Fernandes (PT), que autoriza o Estado a adotar medidas necessárias à implantação do equipamento, cujos atendimentos seriam feitos por meio do SUS (Sistema Único de Saúde).
De acordo com o texto do parlamentar, o hospital deverá disponibilizar pronto-socorro, internações clínicas, cirúrgicas, pediátricas e obstétricas, UTI (Unidade de Terapia Intensiva), centro cirúrgico, exames de apoio diagnóstico, ambulatórios especializados, entre outros serviços. Também permite que o Palácio dos Bandeirantes celebre convênios com União, municípios, consórcios públicos, universidades e entidades sem fins lucrativos para viabilizar a iniciativa.
Tirar a proposta do papel e colocá-la em prática significa a preservação de vidas, além de tirar um grande peso dos cofres da Prefeitura de Mauá.
LEIA MAIS:
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.