Economia Titulo Pacote de ajuda

Com tarifaço em vigor, Lula libera R$ 18,5 bilhões em créditos para empresas

Medida é direcionada para afetados por taxas dos EUA e conflito no Oriente Médio

Beatriz Mirelle
22/07/2026 | 18:35
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Tânia Rego/Agência Brasil
Tânia Rego/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O  governo federal anunciou nesta quarta-feira (22) a liberação de R$ 18,5 bilhões em crédito para empresas afetadas pelas tarifas adicionais de 25% aplicadas pelos Estados Unidos contra produtos brasileiros e também para aquelas prejudicadas pela guerra no Oriente Médio. A medida é chamada pelo governo de “Plano Brasil Soberano 3”. Do total previsto, R$ 13,5 bilhões serão de recursos do Tesouro Nacional e outros R$ 5 bilhões disponibilizados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

O presidente Lula (PT) afirmou que o Brasil tem condições de “sair mais fortalecido dessa crise”, ao mencionar o fato da nova rodada do tarifaço ter entrado em vigor nesta quarta, com cobranças de 25% a 4.000 produtos nacionais. “Não há crise que impeça o Brasil de seguir a sua trajetória de continuar com a economia crescendo.” 

Ele mencionou que o acordo entre o Mercosul e a UE (União Europeia) é um exemplo de que o País “não vai ficar lamentando o fato de alguém querer nos prejudicar com taxação”. Declarou, ainda, que continua com as negociações.

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O financiamento contemplará setores como aço, alumínio, automotivo, madeira, máquinas; setores industriais estratégicos, como fertilizantes, farmacêutico, têxtil, minerais críticos; e aqueles que tiveram exportações para o Golfo Pérsico afetados. Esta terceira edição do programa será viabilizada por uma nova MP (Medida Provisória) assinada pelo presidente e encaminhada ao Congresso Nacional.

“Desde julho do ano passado, quando teve a primeira tarifa anunciada, temos sentado com os setores e entendido deles a importância de dialogar e achar soluções. É um plano que fomos amadurecendo e a resposta que temos para essas diferentes provocações e interferências indevidas. Por isso está tudo contemplado”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan. 

De acordo com o BNDES, os recursos poderão ser utilizados para capital de giro, aquisição de bens de capital, investimentos produtivos, inovação tecnológica, adaptação de produtos e processos e prospecção e abertura de novos mercados.

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