
Carolina Dieckmmann se emocionou ao relembrar sua amizade com Preta Gil no dia em que completou um ano da morte da cantora. Em entrevista ao Leo Dias, a atriz contou como enfrentou o luto e lamentou a saudade que sente da amiga, que morreu no dia 20 de julho de 2025.
Carolina contou que, mesmo nos momentos mais difíceis, Preta mantinha o sorriso, a alegria e a positividade, destacando a gargalhada da cantora, que era uma de suas marcas registradas.
- Ah, a Preta, eu tive muitos momentos felizes com ela, né? Obviamente, nos dois últimos anos foram mais difíceis, mas ela sempre foi uma mulher muito alegre, até mesmo na hora que tudo estava muito difícil, ela arrumava um jeito de fazer uma graça, de ter um pensamento positivo. A gargalhada dela, né? Todo mundo sabe que é tão especial e, ao mesmo tempo, tão comum, porque ela ri o tempo inteiro, então...
Quando questionada sobre o fato de as pessoas usarem sua relação com Preta como exemplo de amizade, Carolina disse que acha bonito ver outras pessoas se inspirando na história das duas e que fica feliz com isso. No entanto, para ela, a relação deixou de ser algo vivido no presente e passou a representar uma amizade que ficou no passado.
- Eu fico feliz, mas... Isso fica no passado, né? Isso também que as pessoas falam muito comigo, tipo, ah, o exemplo de amizade. É uma amiga que eu não tenho mais. Então, não é num lugar... Eu acho bonito que as pessoas se inspirem, mas, ao mesmo tempo, pra mim, não é mais uma alegria, né? Ela ficou no passado, assim, então... É isso, é difícil.
A atriz também respondeu a uma pergunta sobre sua participação no filme A Viagem, no qual interpretou a personagem Diná, que aborda temas ligados à espiritualidade e poderia ter relação com o processo de luto. Carolina foi sincera ao afirmar que não sentiu que o trabalho a ajudou nesse momento. Segundo ela, foi difícil fazer o filme, que acabou sendo bastante desgastante emocional e fisicamente, chegando a ficar doente durante o processo.
- Não sei te responder isso, sabia? Pra mim foi muito difícil fazer o filme. E acho que é muito bonito o jeito que eles compreendem a morte e as passagens. Poderia ter me acalentado, mas eu acho que eu... Eu tive tantos lutos nesses últimos anos e lutos, assim, tão... Próximos, né? Irreparáveis, todos, então... Eu acho que eu acabei tendo que lidar com isso pra trabalhar, pra fazer o trabalho e... E, no final do processo, eu fiquei doente, assim. Eu não consigo pensar separado, eu acho que, de fato, emocionalmente, fiquei tão mexida que o meu corpo... sucumbiu, de alguma maneira.
E tem mais! Carolina contou que ainda não sabe exatamente quem é e acredita que as pessoas nunca chegam a descobrir completamente quem são, mas seguem vivendo e aprendendo com os desafios da vida. Após perder a mãe, a avó e a melhor amiga, a atriz afirmou que todas tinham muita vontade de viver e que sente que continuar seguindo em frente também é uma forma de fazer isso por ela.
- Eu acho que a gente nunca sabe quem é a gente. A gente vai sendo, né? Eu procuro aprender com as coisas que acontecem comigo. E eu acho que a lição que essas perdas deixam é muito clara, né? De que a gente tem que aproveitar o nosso tempo aqui, de que a gente tem que respeitar esses processos, mas sempre com o pensamento de que as pessoas que vão... E essas pessoas das quais eu estou falando, minha mãe, minha avó, a Preta, eram pessoas que queriam muito viver. Então, toda vez que eu penso em cair, eu penso, elas gostariam tanto de estar aqui. A minha forma de respeitar a passagem dela e respeitar a perda delas é estar aqui com esperança, com vontade, respeitar a vida que eu tenho e aproveitar.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.