Música Cantora esgotou ingressos na Casa Natura Musical e deu início às comemorações dos 25 anos de carreira
Júlio César/Divulgação/Casa Natura Musical

A turnê Especial Batuk Freak, de Karol Conká, estreou no último sábado (18) com dois shows e ingressos esgotados na Casa Natura Musical, na zona oeste da capital paulista. O álbum, lançado em 2013 e produzido por Nave Beats, foi capaz de consolidá-la como uma das artistas mais potentes do rap nacional. A noite, marcada pela autenticidade da cantora e por diversas interações com o público, deu início às comemorações de 25 anos de carreira.
Acompanhada pela percussionista baiana Michelle Abu, Karol começou as apresentações com Boa Noite, single que a fez ser indicada ao prêmio de Aposta no MTV Video Music Brasil de 2011. Em seguida, emendou com Corre, Corre Erê, primeira canção de Batuk Freak. A sonoridade marcante do disco se destacou por misturar rap, música eletrônica, afrobeat, funk e ritmos brasileiros. Também a transformou em referência para outras mulheres na cultura hip hop brasileira.
“Fico muito feliz que esse álbum, depois de 13 anos de lançamento, ainda toca o coração de vocês e da nova geração”, disse. “São mais de 20 anos que subo no palco. Comecei com 16 anos. Sou muito grata a todos que fazem meu sonho se tornar realidade. Levar minhas experiências e minhas músicas para pessoas que pensam, que vivem, que aproveitam", completou.
Em alusão às batalhas de rima, Karol Conká chamou três fãs - Agnes, Camila e William - para cantar o início de Gueto ao Luxo. Os versos em speed flow (técnica musical que consiste em cantar em alta velocidade) desafiaram os participantes e divertiram a casa, assim como o momento de Gandaia, quando mais duas pessoas - Kenya e Solar - foram convidadas para dançar no palco.
Além dos clássicos do disco homenageado, ela cantou a faixa Qual é, do álbum Qual é o Tambor, da multi-instrumentista Michelle e encerrou a apresentação com ‘Lista VIP, música que foi feita em 2015 com a DJ e produtora Boss In Drama. No visual, os dreadlocks alaranjados, os óculos flip-up, as pulseiras, brincos e colar arredondados e o vestido dourado foram um show à parte.
As letras, que estavam na ponta da língua da plateia, questionam padrões sociais e tratam sobre liberdade, negritude, autoestima e força de vontade. Reforçam, ainda, que vale a pena ser quem se é, mesmo com as críticas. Ao recordar e ironizar momentos da própria carreira, a rapper transbordou carisma e talento, que proporcionaram ao público uma experiência digna de ser lembrada.
A turnê segue para o Autêntica, em Belo Horizonte, em 14 de agosto; Tork N’ Roll, em Curitiba, em 18 de setembro; Opinião, em Porto Alegre, em 19 de setembro; e Deraiz, em Florianópolis, em 26 de setembro.
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