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A Espanha funciona como um organismo. É difícil que um jogador seja o principal. Até mesmo os destaques do time na Copa do Mundo do segundo título dividem holofotes: a linha defensiva, Rodri e Oyarzabal. É inevitável, porém, falar sobre Lamine Yamal.

O garoto completou 19 anos já durante o Mundial. No dia do seu aniversário, o atacante do Barcelona rebateu críticas que recebia. "Não há pressão. Vocês mesmos dizem que não estou no melhor nível, então não há o que esperar de mim", disse.

A expectativa era alta, já que Yamal já havia tido sucesso na Eurocopa de 2024, vencida pela Espanha e na qual marcou um gol e deu quatro assistências. O problema foi uma lesão muscular na coxa no fim de abril. A expectativa era alta, já que Yamal tinha tido sucesso na Eurocopa de 2024, vencida pela Espanha e na qual marcou um gol e deu quatro assistências.

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O problema foi uma lesão muscular na coxa no fim de abril. O desempenho abaixo não o permitiu pleitear o prêmio de melhor jogador jovem da Copa, vencido pelo companheiro Pau Cubarsí. Por causa disso, Yamal jogou os amistosos preparatórios da Espanha.

Ele ficou no banco na estreia contra Cabo Verde e entrou aos 26 minutos do primeiro tempo. Não houve o que pudesse ser feito para resolver o empate por 0 a 0. O garoto fez o primeiro gol em Copa do Mundo já na segunda rodada.

Foi o primeiro na goleada de 4 a 0 sobre a Arábia Saudita. Yamal saiu no intervalo, por cuidado de Luis de la Fuente com o jogador. Participações mais tímidas seguiram contra Uruguai, Áustria e Portugal. Ele manteve-se regular, com a titularidade, e completou 90 minutos pela primeira vez no Mundial diante dos portugueses.

Contra os austríacos, Yamal foi eleito o melhor jogador em campo. A premiação se repetiu contra a Bélgica, nas quartas de final. Ele teve uma nova atuação de 90 minutos e foi ativo na construção de jogadas. O capitão Rodri o elogiou e apontou pontos para melhorar.

"Acho que o Lamine precisa acalmar um pouco essa ansiedade que ele às vezes tem de querer provar o seu valor", disse o meia. "Ele é um garoto muito inteligente e é verdade que tem apenas 19 anos e, muitas vezes, precisa ser acalmado em certos momentos da partida, mas todos nós já sabemos o nível em que ele está", disse Rodri à imprensa antes da semifinal. Contra a França, Yamal pareceu compreender seu lugar no time.

Ele ousou com a bola no pé com arrancadas, mas também soube cadenciar e ser uma engrenagem da equipe espanhola. Ainda foi protagonista do lance que abriu o placar. Lucas Digne afastaria a bola com tranquilidade, não fosse o garoto tentar dividir e sabiamente sofrer o pênalti cobrado por Mikel Oyarzabal.

Antes da decisão, o jogador ainda recebeu cuidados. Ele chegou a fazer um treino especial por causa de uma sobrecarga muscular. O atacante chegou a aparecer no campo de treinamento com uma bandagem na coxa esquerda, mesma região que havia sido afetada por uma lesão no fim da temporada europeia.

Contra a Argentina, ele foi mais incisivo. Procurou jogadas individuais, mas encontrou resistência da forte marcação. O time controlou o jogo, e Yamal contribuiu timidamente. Não que importasse ao garoto que ostentou a bandeira da Catalunha após o apito final na comemoração do título.

Yamal retorna à Espanha maior do que chegou à América do Norte. A experiência do Mundial serve à sua maturidade. As próximas Copas já têm um craque para esperar.




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