Na UTI O Hospital de Câncer Anchieta de São Bernardo alcançou um marco de destaque na segurança do paciente
FOTO: Patrícia Ribeiro/PMSBC

O Hospital de Câncer Anchieta de São Bernardo alcançou um importante marco na segurança do paciente: um ano sem registrar casos de infecção urinária associada ao uso da sonda em pacientes internados na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). De acordo com a Prefeitura, o resultado é fruto da capacitação contínua das equipes, da adoção de protocolos assistenciais e do compromisso permanente com a qualidade do atendimento.
Neste período, de julho de 2025 até 15 de julho de 2026, foram realizadas 1.063 internações na UTI. Nos 12 meses anteriores, foram 923 internações. A conquista tem um significado ainda maior no atendimento aos pacientes oncológicos, que costumam apresentar o sistema imunológico enfraquecido e, muitas vezes, necessitam de internações recorrentes e do uso de dispositivos invasivos, fatores que aumentam o risco de infecções.
De acordo com a coordenadora de Enfermagem do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, Daniela Nogueira de Oliveira, manter esse indicador por um ano representa uma conquista de toda a equipe. "Alcançar esse resultado demonstra que estamos oferecendo um cuidado seguro, permitindo que nosso paciente tenha alta no tempo oportuno, sem desenvolver uma infecção relacionada à assistência."
Segundo Daniela, o desempenho é resultado do trabalho integrado entre diferentes profissionais do hospital. Treinamentos periódicos, educação continuada e a aplicação diária de protocolos de prevenção fazem parte da rotina das equipes, que atuam de forma permanente para reduzir os riscos de infecção.
BOM USO DOS RECURSOS
Além dos benefícios clínicos, o resultado também representa impacto positivo para a gestão da saúde pública. Conforme explicou a coordenadora, dados do Proadi-SUS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde) apontam que cada caso de infecção urinária associada ao uso de sonda em pacientes oncológicos pode gerar um custo aproximado de R$ 74 mil ao município.
Dessa forma, a prevenção contribui não apenas para a recuperação dos pacientes, mas também para a utilização mais eficiente dos recursos públicos. "O cuidado é integrado e envolve toda a equipe multiprofissional. Nosso maior desafio é manter o engajamento dos profissionais e a qualidade da assistência ao longo do tempo", pontuou a coordenadora.
RECONHECIMENTO
A qualidade desse atendimento também é percebida pelos próprios pacientes. A contadora Raquel Souto de Noronhas, 43 anos, moradora do Rudge Ramos, recebeu alta após passar dez dias internada na UTI e faz questão de destacar o acolhimento recebido durante todo o período. "A equipe de enfermagem cuidou de mim com muito carinho, respeito e dedicação. Em um momento de tanta fragilidade, esse cuidado faz toda a diferença."
Ela também deixou uma mensagem de agradecimento aos profissionais. "Continuem fazendo esse trabalho com amor, respeito e carinho. Isso transforma a recuperação do paciente e faz toda a diferença para quem está passando por um momento tão difícil", concluiu.
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