'Política em Cena' Deputado federal diz que é comum comando do partido participar de discussão de emendas
Celso Luiz/DGABC

O deputado federal Cezinha de Madureira (PL) defendeu o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, quanto ao bloqueio determinado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no valor de R$ 119 milhões por suspeita de desvio de emendas parlamentares. Em entrevista nesta quarta-feira (15) ao podcast Política em Cena, do Diário, o parlamentar afirmou que é natural o partido participar de discussões sobre destinação de valores que atendam à política da bancada. O liberal também destacou dobrada na região com o deputado estadual Oseias de Madureira (PL).
“Estive hoje (quarta) com o presidente Valdemar e nos falamos semanalmente. Não importa se é dia bom ou se é dia difícil. Na fotografia, tem que estar junto mesmo. Até porque o questionamento feito a ele, precisa ser feito também aos presidentes (nacionais) de outros partidos, como ao (Gilberto) Kassab (do PSD), ao Edinho (Silva, do PT), ao Marcos Pereira (do Republicanos), Ciro Nogueira (do Progressistas), (Antônio) Rueda (do União Brasil), Renata Abreu (do Podemos), isso citando alguns presidentes de partidos”, afirmou.
Coincidindo com a fala de Cezinha de Madureira, o ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal) determinou nesta quarta-feira que os presidentes de todos os partidos com representação no Congresso Nacional prestem esclarecimentos sobre como funciona o direcionamento de emendas parlamentares para municípios. Segundo o deputado do PL, porém, é natural que as legendas participem das discussões sobre destinação de verbas.
“Nós vivemos em um País plural e é natural que o partido, que atende lá na ponta (na cidade), tenha seus pedidos avançados também. Se sou do PL, não vou chegar no Grande ABC para atualizar os meus pedidos em uma pauta do PT, e sim do PL. Então é natural qualquer presidente de partido defender a sua bancada”, frisou o parlamentar.
Durante a entrevista, Cezinha de Madureira enalteceu o governo do ex-presidente Michel Temer (MDB) por adotar medidas sem se preocupar com a popularidade, como a Reforma Trabalhista, que, segundo o liberal, hoje teria maior aceitação nas ruas. Outro elogio foi direcionado ao sucessor Jair Bolsonaro (PL), que teria ajudado a ampliar o número de representantes da bancada evangélica na Câmara Federal, com cerca de 140 deputados federais.
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