
Thomas Tuchel poderia ser o primeiro técnico campeão da Copa do Mundo sem ter a nacionalidade da seleção em que trabalha. A oportunidade, contudo, foi desperdiçada, muito em razão das decisões tomadas pelo treinador alemão na derrota por 2 a 1 da Inglaterra para a Argentina, na semifinal disputada nesta quarta-feira. A seleção inglesa vencia por 1 a 0 até os 40 minutos do segundo tempo, quando Enzo Fernández igualou o placar.
Passados seis minutos do gol de empate, Lautaro Martínez, que havia saído do banco de reservas, proporcionou a virada. Em todas as 22 edições já realizadas do Mundial, o treinador campeão sempre teve a mesma nacionalidade da seleção vencedora. Nem mesmo potências que apostaram em técnicos estrangeiros conseguiram quebrar essa escrita ao longo de quase um século de competição.
Levar a Inglaterra à final já seria um feito e tanto para Tuchel, afinal apenas outros dois treinadores estrangeiros conseguiram disputar a grande decisão do Mundial. A Suíça foi conduzida pelo inglês George Raynor à disputa do título de 1958, na qual foi derrotada por 5 a 2 pelo Brasil, do então jovem Pelé. Em 1978, a Holanda era comandada pelo austríaco Ernst Happel quando perdeu a final por 3 a 1, na prorrogação, para a Argentina.
A Copa começou com 26 treinadores não originários dos países que comandam buscando quebrar o tabu, um número que representa pouco mais de 54%, além de aumento de 26% em relação ao Mundial de 2022. Um desses nomes era o treinador da seleção brasileira, o italiano Carlo Ancelotti, eliminado nas oitavas de final pela Noruega. A nacionalidade preferida das seleções que apostaram em estrangeiros é a argentina, que estará representada por sua equipe na grande final, sob o comando de Lionel Scaloni.
Outros argentinos estiveram espalhados por diferentes federações da Copa. Sebastián Beccacece comandou o Equador; Marcelo Bielsa, o Uruguai; Mauricio Pochettino, os Estados Unidos; e Nestor Lorenzo, a Colômbia.
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