Cultura & Lazer Titulo 37ª edição

Prêmio Shell de Teatro anuncia indicados destacando memória e renovação

Lista do primeiro período de 2026 reflete o protagonismo feminino na cena teatral, o crescimento de musicais e o retorno de obras já consagradas em novas linguagens

15/07/2026 | 14:00
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FOTO: Sirlea Aleixo, vencedora na categoria Atriz pelo Júri do São Paulo por ''Furacão''.
FOTO: Sirlea Aleixo, vencedora na categoria Atriz pelo Júri do São Paulo por ''Furacão''. Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 A 37ª edição do Prêmio Shell de Teatro anuncia os indicados do primeiro período de 2026, selecionados pelos Júris do Rio de Janeiro e de São Paulo. Nesta edição, as mulheres ocupam o centro da criação teatral: elas representam 63% dos nomes indicados, com reconhecimento que atravessa praticamente todas as áreas da cena, incluindo atuação, direção, dramaturgia, música, cenário, figurino e iluminação.

Entre os nomes indicados está Taís Araújo, por Mudando de Pele, espetáculo que acompanha a trajetória de uma mulher em processo de reinvenção e afirmação de identidade, abordando temas como pertencimento, racismo, gênero, autonomia e transformação pessoal. A montagem também rendeu indicação à diretora Yara de Novaes, além de concorrer nas categorias Figurino, Iluminação e Música.

Outro destaque é Helga Nemetik, indicada por Fafá de Belém, o Musical, em uma interpretação que homenageia uma das grandes vozes da música brasileira. Já Daniela Thomas, indicada por Fim de Partida na categoria Cenário, chega a esta edição como uma das artistas mais reconhecidas da história do Prêmio Shell, acumulando 14 indicações ao longo de sua trajetória.

A lista reúne ainda Georgette Fadel e Juliana Linhares, indicadas nas categorias de atuação, além de profissionais como Marcela Andrade, Julia Bernat, Ana Kfouri, Claudia Schapira, Carla Zanini, Ana Rosa Tezza, Dani Nega, Juh Vieira, Gabriele Souza, Teresa Nabuco, Kika Lopes, Heloisa Stockler, Helena Tezza e Karen Brustolin, entre outras.

Além do protagonismo feminino, a seleção deste primeiro período também revela movimentos importantes da cena brasileira contemporânea, como o fortalecimento da música como linguagem dramatúrgica, a presença de obras atravessadas por memória histórica e questões identitárias e a revisitação de clássicos sob novas perspectivas.

Entre os destaques da edição, Edson e Mudando de Pele lideram a lista, com cinco indicações cada. Inspirado na história de Edson Luís de Lima Souto, estudante assassinado durante a ditadura militar, Edson recoloca em cena discussões sobre memória, violência de Estado e apagamento histórico. Já Mudando de Pele acompanha a jornada de uma mulher em busca de pertencimento e autonomia.

Com três indicações cada, As Centenárias marca o retorno da obra de Newton Moreno em uma nova versão musical, enquanto Hip Hop Hamlet reafirma a potência das releituras contemporâneas ao aproximar Shakespeare da cultura hip hop.

 

CONFIRA OS INDICADOS PELO JÚRI DE SÃO PAULO:
Ator
 

Genezio de Barros - Uma Velha Canção Quase Esquecida

Matheus Macena - Edson
 

Atriz

Georgette Fadel - Gota d’Água - no Tempo

Juliana Linhares - As Centenárias

Cenário

Bijari - Hip Hop Hamlet

Daniela Thomas - Fim de Partida

Direção

Ana Rosa Tezza - Sonho de uma Noite de Verão

Guilherme Leme Garcia e Núcleo Bartolomeu de Depoimentos - Hip Hop Hamlet

Dramaturgia

Carla Zanini - Coragem, um Lugar Melhor do que Aqui

Claudia Schapira e Lucas Moura - Hip Hop Hamlet

Figurino

Ana Rosa Tezza e Helena Tezza - Sonho de uma Noite de Verão

Karen Brustolin - TIP - Antes que me Queimem, Eu Mesma me Atiro no Fogo

Iluminação

Matheus Brant - As Armas Milagrosas

Wagner Antônio - Hamlet, Sonhos que Virão

Música

Chico César - pelas canções originais de As Centenárias

Juh Vieira - pela direção musical e composições de Massapê

Energia que Vem da Gente

Farofa do Processo por fazer do processo artístico, integrado à acessibilidade, o centro de seu movimento de produção e ocupar a Rua 13 de Maio, em diálogo com a cultura e os moradores do território.
 

Ser em Cena - Teatro de Afásicos pela atuação contínua na reabilitação de pessoas com deficiência de linguagem a partir do teatro, ação que resulta em interessantes espetáculos contemporâneos, como Dodô.


 

DGABC



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