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Canadá: BC mantém taxa de juros em 2,25% com sinais de melhora da economia

A autoridade monetária projeta crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,7% em 2026 e de 1,8% tanto em 2027 quanto em 2028

15/07/2026 | 11:05
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FOTO: Bank of Canada/Reprodução
FOTO: Bank of Canada/Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O BoC (Banco do Canadá) manteve nesta quarta-feira (15) a taxa básica de juros em 2,25%, em linha com a expectativa de analistas consultados pela FactSet, e afirmou que o atual nível da política monetária continua apropriado para sustentar a recuperação da economia e levar a inflação de volta à meta de 2%. A taxa está nesse patamar desde outubro do ano passado.

No comunicado, a autoridade monetária reconheceu que a economia canadense dá sinais de melhora, com retomada do crescimento e perspectiva de desaceleração gradual da inflação após a alta recente. Ainda assim, ressaltou que permanecem riscos relevantes relacionados à guerra no Oriente Médio e à política comercial dos Estados Unidos. O BoC também retirou do comunicado a referência explícita à possibilidade de novos cortes de juros, adotando uma postura mais neutra e dependente dos dados.

O BoC observou que a atividade econômica voltou a ganhar força no segundo trimestre, com expansão estimada de 2,5%, após um período de estagnação provocado pelo ajuste às novas tarifas, à elevada incerteza e ao menor crescimento populacional. O banco destacou que o consumo segue robusto, as exportações voltaram a crescer e os investimentos das empresas devem avançar moderadamente, impulsionados pelo setor de petróleo e gás.

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A autoridade monetária projeta crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 0,7% em 2026 e de 1,8% tanto em 2027 quanto em 2028. Em relação aos preços, o BoC destacou que a CPI (inflação ao consumidor) subiu para 3,2% em maio, principalmente devido à alta da gasolina ligada ao conflito no Oriente Médio. A instituição espera que a inflação continue elevada em junho, mas recue gradualmente nos próximos meses, retornando a cerca de 2% no início de 2027, embora ressalte que essa trajetória dependerá da evolução dos preços do petróleo e da gasolina.

O banco reiterou que seguirá avaliando a força da economia e as perspectivas para a inflação, permanecendo preparado para ajustar a política monetária, se necessário.

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