
A Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat) cortou sua projeção de crescimento nas vendas para 2026, de alta de 1,9% para uma alta de apenas 0,5%.
Segundo a Abramat, a revisão da estimativa reflete principalmente o ambiente macroeconômico, marcado pela manutenção da taxa de juros em patamar elevado, pelo alto nível de endividamento das famílias e pela performance abaixo do esperado do Programa Reforma Casa Brasil.
"A revisão da projeção representa um ajuste às condições observadas no primeiro semestre", afirmou o presidente da associação, Mauro Franco. "Seguimos convivendo com um ambiente macroeconômico desafiador, marcado pela taxa de juros elevada e pelas incertezas geopolíticas, que continuam influenciando o ritmo de recuperação do setor".
As vendas de materiais de construção pela indústria em junho ficaram estáveis na comparação com o mesmo mês do ano passado e subiram 1,9% em relação a maio deste ano. Os números já descontam a inflação do período.
Com esse resultado, as vendas sofreram queda de 3,4% no primeiro semestre de 2026 perante o mesmo período de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses até junho, as vendas tiveram retração de 3,8%.
No mês de junho, as vendas de materiais de base cresceram 1,4% na comparação anual, enquanto as vendas de itens de acabamento recuaram 2,1%.
Franco observou que o crescimento das vendas na passagem de maio para junho pode ser vista como um sinal de reação. "Nossa expectativa é de continuidade desse processo ao longo do segundo semestre, ainda que em intensidade menor do que projetávamos anteriormente."
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