Em 2026 Pacientes eram três homens e uma mulher, com idade de até 55 anos; Grande ABC contabilizou no ano passado 27 notificações da doença
FOTO: Divulgação/FMABC

O Grande ABC registrou quatro casos confirmados de mpox em 2026, segundo dados do Nies (Núcleo de Informações Estratégicas em Saúde), da Secretaria de Estado da Saúde. As confirmações estão concentradas em Santo André, com três ocorrências, e Diadema, com uma notificação. No ano passado, a região contabilizou 27 registros da doença.
Em Santo André, a Prefeitura informou que foram notificadas nove suspeitas de mpox neste ano. Desse total, três casos foram confirmados e seis descartados. Os pacientes notificados neste ano têm 32, 38 e 43 anos e são todos do sexo maculino.
Já em Diadema, a administração municipal não respondeu aos questionamentos sobre o perfil do paciente. No entanto, conforme análise no painel do Estado, o caso confirmado é de uma mulher na faixa etária entre 50 a 54 anos.
Os números ainda estão distantes do cenário enfrentado durante o surto da doença. Em 2022, ano em que a mpox atingiu o pico no Estado, foram registrados 4.283 confirmações e três mortes. em São Paulo. No mesmo período, o Grande ABC contabilizou 220 ocorrências, sem nenhum óbito.
Em 25 de junho daquele ano, o primeiro caso na região foi em um homem de 36 anos, morador de Santo André, que teve o diagnóstico confirmado após retornar de uma viagem à Europa. Atualmente, no painel do Ministério da Saúde do governo federal, o Estado contabiliza 149 casos confirmados de mpox em 2026, enquanto o País soma 356 registros.
Professor de Infectologia do Centro Universitário FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Juvencio Furtado, explica que, apesar dos novos registros não há evidências de que a doença esteja mais agressiva do que no surto registrado há quatro anos.
“O quadro clínico é igual. O que muda são os vírus, como se tivesse uma sequência genética um pouquinho diferente. Isso não conferiu nenhuma resistência nem nenhuma gravidade, pelo menos observada até o momento. Presume-se, inclusive, que tenha uma menor gravidade em relação aos casos anteriores”, pontua o médico.
A transmissão da doença ocorre principalmente pelo contato direto com lesões na pele. Por isso, Furtado destaca que o principal sinal é o surgimento de feridas pelo corpo.
“O alerta é o aparecimento das lesões e das feridinhas no corpo. Se alguém apresentar isso, no mínimo tem que consultar um médico para verificar se é mpox e, havendo suspeita, realizar os testes”, orienta.
Além da erupção na pele, outros sintomas da mpox são febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados.
CASOS GRAVES
O infectologista ressalta que os casos mais graves costumam ocorrer em pessoas imunocomprometidas, como pacientes em tratamento quimioterápico, usuários de corticoides por longo período e pessoas com diabetes desregulada.
“Nesses pacientes, a doença pode se disseminar rapidamente, comprometer vários órgãos e levar a complicações. Em geral, porém, ela não apresenta essa gravidade”, ressalta. De acordo com o médico, a infecção evolui de forma espontânea e também existe a possibilidade de não precisar de tratamento específico para pessoas saudáveis
“Na maioria das vezes, a doença se autolimita e nem precisa tomar remédio. O medicamento utilizado em alguns casos graves durante o surto anterior nem está disponível no Brasil neste momento. Quando houve necessidade, o SUS (Sistema Único de Saúde) importou e forneceu o tratamento para os casos graves”, diz.
Furtado também explica que a tendência é de eliminação completa do vírus pelo organismo após a recuperação do paciente.
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