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Bolsas da Europa fecham perto da estabilidade com tensões no Oriente Médio

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,30%, a 10.529,39 pontos

14/07/2026 | 12:41
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As bolsas europeias fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (14) próximas da estabilidade, após reduzirem perdas registradas no início do pregão. Investidores seguiram monitorando os desdobramentos do conflito entre Estados Unidos e Irã, que impulsionou os preços do petróleo, mas o alívio veio após dados de CPI (inflação ao consumidor) dos EUA mais fracos do que o esperado reforçarem a perspectiva de que o Fed (Federal Reserve) não precisará endurecer ainda mais a política monetária.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,30%, a 10.529,39 pontos. Em Frankfurt, o DAX subiu 0,12%, a 25.144,38 pontos. Em Paris, o CAC 40 subiu 0,03%, a 8.366,85 pontos. Em Milão, o FTSE MIB avançou 0,10%, a 52.862,50 pontos. Em Madri, o Ibex 35 subiu 0,05%, a 19.344,80 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,08%, a 9.126,85 pontos. As cotações são preliminares.

No cenário macroeconômico, o foco permaneceu dividido entre a escalada das tensões no Oriente Médio e o CPI americano. Mais cedo, a alta do petróleo alimentou preocupações inflacionárias após os EUA intensificarem os ataques ao Irã e retomarem medidas contra o país. Para o ING, o restabelecimento do bloqueio naval americano ao Irã tem impacto mais relevante para os mercados do que medidas anteriores sobre as exportações iranianas de petróleo. Já o CPI abaixo das expectativas ajudou a conter a aversão ao risco ao fortalecer apostas de manutenção dos juros pelo Fed.

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Entre as ações, o destaque negativo ficou com o setor europeu de tecnologia, após a IBM alertar que clientes estão redirecionando investimentos de software para infraestrutura de inteligência artificial (IA). SAP caiu 2,5% em Frankfurt, enquanto Capgemini recuou 1,8% em Paris. O setor tech, contudo, conseguiu recuperar as perdas mais acentuadas registradas no início da manhã. Ainda na França, a LVMH perdeu 1,3%.

Em contrapartida, petroleiras avançaram acompanhando a disparada do petróleo: BP, que subiu 1,8%, foi beneficiada também por projetar desempenho melhor da divisão de trading de petróleo no segundo trimestre, enquanto Shell (+0,9%) e TotalEnergies (+1,2%) também registraram ganhos. O setor de viagens (-0,15%) permaneceu pressionado pelos custos mais elevados de combustível, embora tenha reduzido parte das perdas vistas no início da sessão, quando chegou a ceder cerca de 2%.

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