Em alerta Com aumento dos acidentes no Brasil, especialistas orientam sobre como evitar a presença do animal, o que fazer em caso de picada e alertam para práticas que devem ser evitadas
FOTO: Divulgação

Os acidentes com escorpiões têm se tornado cada vez mais frequentes no Brasil, impulsionados pela adaptação desses aracnídeos ao ambiente urbano. A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta que qualquer pessoa picada procure atendimento médico imediatamente, mesmo que o animal não tenha sido identificado.
Nas cidades, os escorpiões encontram alimento abundante, principalmente baratas, além de água e esconderijos em ralos, tubulações, caixas de fiação, entulhos e terrenos baldios. O risco não se limita às casas térreas, já que esses animais conseguem escalar superfícies irregulares e alcançar andares elevados.
A principal forma de prevenção é manter os ambientes limpos e organizados. Especialistas recomendam evitar o acúmulo de lixo, folhas secas, materiais de construção e roupas no chão, além de vedar ralos, frestas, portas e caixas de passagem. Também é importante manter jardins aparados e impedir que folhagens encostem em muros e paredes.
Ao contrário da crença popular, não existe comprovação científica de que plantas como citronela, arruda, alecrim ou lavanda afastem escorpiões. Da mesma forma, o uso de inseticidas e produtos químicos não é recomendado, pois pode espalhar os animais para outros locais e aumentar o risco de acidentes.
Nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a incidência costuma ser maior entre setembro e fevereiro, período de temperaturas mais elevadas. No Norte e Nordeste, onde o clima é quente durante todo o ano, os registros são frequentes em qualquer estação.
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Em São Paulo, as espécies de maior importância médica são o escorpião-amarelo, o escorpião-marrom e o escorpião-amarelo-do-Nordeste. O escorpião-amarelo é considerado o mais perigoso e pode provocar acidentes graves, inclusive fatais.
Caso um escorpião seja encontrado, a orientação é não manuseá-lo com as mãos nem utilizar luvas comuns. Se houver segurança, a captura deve ser feita com equipamentos adequados; caso contrário, a recomendação é acionar a prefeitura para o recolhimento.
Após uma picada, a vítima deve lavar o local com água e sabão, fazer uma compressa morna para aliviar a dor e procurar imediatamente um serviço de saúde. Especialistas alertam para não fazer torniquetes, não tentar sugar o veneno, não espremer a região e evitar qualquer tipo de automedicação. Em crianças, especialmente as menores de 10 anos, o atendimento rápido é fundamental para reduzir o risco de complicações.
Os sintomas podem variar entre dor intensa no local da picada e quadros graves com suor excessivo, vômitos, alterações cardíacas, convulsões e insuficiência respiratória, reforçando a importância do diagnóstico e tratamento precoces.
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