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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 13 de julho de 2026

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13/07/2026 | 07:07
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PCC e o terrorismo

‘Punido pelos EUA por elo com PCC usou 73 empresas para lavar R$ 10 bi’ (www.dgabc.com.br). Mais uma vez, nossa (in)justiça toma uma decisão difícil de entender. Os EUA começaram a aplicar sanções às facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital e CV (Comando Vermelho), classificadas por eles como organizações terroristas e que estão afetando aquele país. Curiosamente, só dois dias depois de os EUA listarem essas pessoas e dizerem ao mundo que estavam punindo esses brasileiros por ligação com o crime organizado foi realizada uma grande operação policial que prendeu sete investigados. No entanto, após quatro dias presos, a juíza Mônica Aparecida Camargo, da Justiça Criminal de Santos, mandou soltá-los, alegando não haver razões para converter a prisão temporária em preventiva. Entre os que saíram pela porta da frente está Estela Stephanie, primeira brasileira punida em consequência das sanções. Conforme apurado tanto pela PF (Polícia Federal) quanto pelas autoridades norte-americanas, ela e seu primo, Vitor Shimada, que está foragido, são apontados como ligados ao PCC e responsáveis pela lavagem internacional de dinheiro. Vitor já havia sido preso em 2024 por fraudes com Pix e solto tempos depois. Temos, portanto, a polícia atuando de um lado e a (in)justiça afrouxando do outro. Entendo que estamos trilhando o caminho oposto no combate ao crime organizado e começando a sofrer as consequências de não termos enfrentado esse problema de forma firme e competente desde o início. Como diz o grande jornalista Boris Casoy: “Isso é uma vergonha”.

DGABC

Mauri Fontes - Santo André

Polêmicas da Copa

‘Infantino conversa com Trump mas diz que órgão da Fifa é independente’ (www.dgabc.com.br). A polêmica envolvendo a Fifa (Federação Internacional de Futebol, na sigla em francês) reacende um velho debate: até que ponto amizades e interesses comprometem a independência das instituições? Em plena Copa do Mundo, Fifa e CBF (Confederação Brasileira de Futebol) voltam a ser alvo de críticas. Mas esse problema não se restringe ao futebol. Na administração pública, inúmeros cargos estratégicos, muitos deles vitalícios e muito bem remunerados, continuam sendo preenchidos por indicações políticas, e não por critérios objetivos de mérito. A legalidade dessas escolhas não elimina o questionamento ético que suscitam. Infelizmente, esse debate só ganha força quando algum caso vem à tona. A Copa passará, outra polêmica surgirá e o assunto será esquecido. O mesmo ocorre na política: escândalos se sucedem, a indignação tem prazo de validade e tudo continua “como dantes no quartel de Abrantes”. Enquanto critérios políticos prevalecerem sobre o mérito, nossas instituições continuarão perdendo o que têm de mais valioso: a confiança da sociedade.

Izabel Avallone - Capital

Prioridades nacionais

Curiosa a lógica de alguns governos: quem paga em dia financia o sistema; quem recebe o benefício ganha os holofotes. O contribuinte disciplinado, que faz sacrifícios para honrar seus compromissos, raramente merece uma linha de crédito especial, um programa com nome de marketing ou uma cerimônia oficial. Já as benesses anunciadas na reta final antes das restrições eleitorais costumam vir acompanhadas de discursos, slogans e fotografias. Coincidência? Cada eleitor responderá conforme sua consciência. Mas uma coisa é certa: quando a responsabilidade deixa de ser valorizada e o oportunismo parece render mais dividendos políticos, a mensagem enviada à sociedade é a pior possível.

Luciana Lins - Campinas (SP)




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