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Frota antiga, alerta atual

12/07/2026 | 11:14
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DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O crescimento da quantidade de veículos com 20 anos ou mais em circulação no Grande ABC merece atenção do poder público e da sociedade. Levantamento do Estado revela que mais de 376 mil automóveis, motocicletas, caminhões e utilitários fabricados antes de 2006 continuam em uso nas sete cidades. A diferença de preço entre modelos antigos e novos, aliada à isenção de IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) e às despesas reduzidas com seguro e manutenção, ajuda a explicar essa realidade. Entretanto, o aspecto financeiro não pode ocultar uma discussão necessária sobre segurança viária, qualidade ambiental e renovação da frota regional.

A evolução tecnológica modificou de maneira significativa os padrões da indústria automobilística nas últimas décadas. Equipamentos como airbag, freios ABS e estruturas desenvolvidas para absorver impactos ampliaram a proteção de motoristas e passageiros. Avanços mecânicos reduziram a emissão de poluentes. Embora a manutenção preventiva possa preservar o funcionamento de automóveis antigos, ela não substitui recursos incorporados aos projetos. Em caso de colisão, diferenças de concepção entre veículos produzidos em épocas distintas podem influenciar diretamente as consequências dos acidentes, ampliando desafios para o sistema de saúde, seguradoras e políticas de mobilidade.

É necessário construir alternativas que conciliem a realidade econômica das famílias com a modernização do parque automotivo. Programas de incentivo à troca de modelos antigos, linhas de financiamento acessíveis, estímulos à inspeção técnica e investimentos consistentes no transporte coletivo podem contribuir para reduzir riscos sem penalizar quem depende de condução para ir e vir. Importante polo industrial do setor automotivo, o Grande ABC tem condições de liderar o debate. Ignorar o envelhecimento da frota significa adiar providências que envolvem segurança, meio ambiente e planejamento urbano, temas que exigem atuação permanente. A questão, vê-se, é incontornável. E inadiável.

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