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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 12 de julho de 2026

12/07/2026 | 11:07
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DGABC
DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Saúde no Grande ABC

‘Para reitor, ambulatório da FMABC poderia atender mais pessoas, mas é subutilizado’ (Setecidades, dia 28). Em recente publicação, o Diário deu destaque à oferta de serviços médicos na especialidade de oftalmologia por meio da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC). Diante disso, gostaria de me manifestar sobre a implantação da Cross Regional. Essa agenda poderia ser implementada de forma célere pelos médicos e servidores públicos envolvidos. Afinal, estamos pleiteando apenas uma plataforma digital, ferramenta capaz de ampliar o atendimento à população, cujos serviços já estão disponíveis em outras regiões. O Diário publica com frequência o assunto, e o clamor das autoridades da área da saúde e da população é enorme. Todos aguardam ansiosamente por uma solução. Na minha modesta opinião, faltam representatividade política, liderança e, acima de tudo, engajamento e empatia para colocar a Cross Regional em operação. O governador esteve presente na região, conforme mostrou o Diário. No entanto, permanecem sem resposta questões importantes: houve discussão efetiva sobre esse pleito? Houve audiência com as partes envolvidas? Existe uma data para o início dos serviços? Enfim, esse tema não dá voto? É decepcionante a atuação da nossa bancada legislativa e do governo do Estado diante dessa demanda. Desejamos notícias concretas e avanços, sempre com todo o respeito. A implantação da Cross Regional é imprescindível para milhares de pessoas que aguardam atendimento nas filas. Em tempos de tecnologia digital e IA (Inteligência Artificial), é difícil compreender a demora na implantação de uma ferramenta que pode salvar vidas. A redundância pode até cansar, mas continua necessária enquanto nada acontece. As eleições estão chegando. Fica o recado.

Ronaldo Duran

DGABC

Santo André

Educação e produtividade

O Brasil se desenvolve mal e aos trancos e barrancos porque nas últimas duas décadas elegemos governos e congressistas relapsos, sem identificação com as prioridades do País. E há baixa qualidade na educação básica. Pior ainda: como mostram números da rede EJA e Inclusão Produtiva, o nosso País tem 64 milhões, ou 37% da população acima de 15 anos, fora da escola e sem educação básica completa. E as consequências sociais desse déficit são alarmantes: a taxa de pobreza entre esses 64 milhões de brasileiros é 1,8 vez maior em relação à daqueles que completaram a educação básica. E a renda familiar desse grupo equivale à metade da renda dos que concluíram a educação até o ensino médio. E não por outra razão que, entre 184 países, o Brasil ocupa a 94ª posição no ranking de produtividade. E, segundo estudos da OIT (Organização Internacional do Trabalho), o trabalhador brasileiro produz por hora apenas US$ 21,2, enquanto o nosso vizinho Chile, com melhor formação escolar, produz US$ 34,4; a Alemanha, US$ 80,5; e os EUA, US$ 81,8. E, como reflexo direto dessa baixa eficiência, o Brasil amarga a 65ª posição entre 70 economias no Ranking Mundial de Competitividade. Ou seja, o País precisa urgentemente sair deste atoleiro crônico de insuficiente formação escolar básica. Só assim será possível transformar-se, de fato, em uma nação desenvolvida econômica e socialmente.

Paulo Panossian




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