Política Titulo Gestão sustentável

Santo André amplia aterro e economiza R$ 72 milhões anuais

Novo espaço possui 8.000 metros quadrados e terá capacidade para receber 500 mil toneladas de resíduos da cidade ao longo de dois anos

Bruno Coelho
12/07/2026 | 09:20
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Celso Luiz/DGABC
Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Santo André iniciou a operação da nova área ampliada do aterro sanitário municipal, localizado na região do bairro Cidade São Jorge – próximo da divisa com Mauá –, intervenção que garantirá mais dois anos de vida útil ao equipamento e permite ao Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) economizar cerca de R$ 72 milhões por ano. O espaço, com 8.000 metros quadrados, terá capacidade para receber aproximadamente 500 mil toneladas de resíduos nesse período.

A ampliação coincide com os 40 anos de funcionamento do espaço, único municipal no Grande ABC e considerado um dos mais bem avaliados do Estado. Criado em 1982 como usina de compostagem, voltada à transformação de resíduos orgânicos em adubo, o terreno foi convertido em aterro sanitário em 1986 e hoje integra a CRT (Central de Tratamento de Resíduos). Anualmente, o Semasa destina ao local mais de 200 mil toneladas de resíduos domiciliares coletados na cidade.

A autarquia andreense destina 100% do lixo domiciliar coletado à sua própria estrutura de tratamento. Além da unidade em Santo André, o Grande ABC conta apenas com a Central de Tratamento da Lara, em Mauá, responsável por receber material das demais cidades da região, da Região Metropolitana de São Paulo e do Litoral. Com a ampliação da capacidade, a Prefeitura evita onerar os cofres municipais para encaminhar o volume coletado a instalações de terceiros. 

Ampliar a vida útil do nosso aterro sanitário é uma decisão estratégica que une responsabilidade ambiental, eficiência na gestão pública e respeito ao dinheiro do contribuinte. Essa nova etapa garante que Santo André continue sendo referência na destinação correta dos resíduos, economizando recursos públicos e investindo em uma estrutura moderna, segura e ambientalmente adequada”, afirmou o prefeito Gilvan Ferreira (Cidadania).

Além do aterro, a Central de Tratamento de Resíduos no Cidade São Jorge reúne duas cooperativas de reciclagem, lagoas para tratamento de chorume, ecoponto de pneus e a unidade de tratamento de resíduos da construção civil, que reaproveita entulho em obras de pavimentação da própria estrutura.

A Prefeitura de Santo André já planeja uma nova etapa de expansão, em área de 15 mil metros quadrados, suficiente para acrescentar cerca de cinco anos à vida útil do aterro. As intervenções incluem escavação, compactação e impermeabilização do solo, com instalação de mantas de proteção e sistemas de drenagem para captação de chorume.

Outro diferencial da unidade é o tratamento dos gases gerados pela decomposição dos resíduos. O metano produzido no aterro é convertido em gás carbônico, reduzindo o impacto ambiental sendo 30 vezes menos poluente. Em meio a esse ambiente visando a manutenção na qualidade do serviço e preservação ambiental, a Central de Tratamento de Resíduos também gera emprego e renda para cerca de 80 trabalhadores das cooperativas de reciclagem.

“Seguimos fortalecendo programas de reciclagem, coleta seletiva e educação ambiental para reduzir cada vez mais o volume de resíduos enviados ao aterro, gerando emprego, renda e mais qualidade de vida para a população. Cuidar do meio ambiente também é cuidar do futuro da nossa cidade”, ressaltou Gilvan.

De acordo com a Prefeitura de Santo André, ainda visando reduzir o volume de resíduos aterrados, o município mantém programas como Moeda Verde, Meu Condomínio Recicla, Composta Santo André e Baldinho Verde, além de contar com 30 ecopontos pela cidade, que recebem desde recicláveis e entulho até eletrodomésticos, móveis e roupas destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade.

DGABC



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