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Mulher é morta pelo marido com 28 facadas no Paraná; suspeito é preso em bar

11/07/2026 | 09:12
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O homem que matou a companheira com 28 facadas, em Guarapuava, no Paraná, trancou a porta da casa com cadeado para cometer o crime sem ser impedido, segundo a Polícia Civil. Vizinhos que tentavam entrar no imóvel só conseguiram ouvir os gritos da vítima, Suelen Cristina Cordeiro, 31 anos. Foram seis minutos de golpes, de acordo com as investigações.

O crime aconteceu no final da noite de 27 de junho. A conclusão do inquérito foi anunciada, nesta quarta-feira (8), em entrevista coletiva, pela delegada Ana Hass de Miranda, titular da Delegacia da Mulher. A delegada pediu ao Ministério Público do Paraná o indiciamento do investigado, Anderson José da Fonseca, pelo crime de feminicídio.

A defesa de Anderson divulgou nota destacando que "a investigação encontra-se em estágio embrionário" e "qualquer juízo de valor ou conclusão precipitada é prematura e pode comprometer a busca pela verdade real".

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A investigação apontou que, depois de cometer o crime, Anderson trocou de roupa e foi para um bar próximo de sua casa, onde foi preso em flagrante. A polícia apreendeu o veículo, as roupas usadas pelo suspeito e uma jaqueta que teria sido usada pela mulher para se defender.

Laudo aponta que mulher foi atingida por 28 golpes de faca

O laudo da necropsia aponta que a mulher foi atingida por 28 golpes de faca em regiões vitais, como tórax, dorso e abdômen. Ela tinha também ferimentos nas mãos, indicando que tentou se defender, e escoriações pelo corpo como resultado de outras agressões.

Segundo a delegada, o ataque durou cerca de seis minutos. Os respingos de sangue pela casa indicam que a vítima tentou fugir do agressor pelos cômodos do imóvel. Antes de iniciar as agressões, o homem trancou a casa por dentro com cadeado para evitar que vizinhos acudissem a vítima. Após o ataque, ele saiu de casa por uma janela e jogou fora a chave do imóvel.

Ainda de acordo com a delegada, Suelen e o companheiro saíram juntos de casa naquela noite e foram para um bar, onde se encontraram com um primo dele e uma amiga do casal. Como Anderson cumpria medidas restritivas devido a um caso criminal anterior, o casal precisou retornar para casa e os amigos acompanharam.

Algum tempo depois, os dois deixaram o casal e foram até o bar em busca de bebidas. Ao retornar, encontraram a porta trancada e ouviram os gritos da mulher pedindo socorro. Outros vizinhos também acorreram, mas não conseguiram entrar. Eles, então, chamaram a polícia.

Suelen já tinha relatado agressões anteriormente, diz delegada

De acordo com a delegada, Anderson tinha passagens por roubo e já se envolvera anteriormente em um caso de violência contra uma ex-companheira que teria sido obrigada a se mudar de cidade para escapar do assédio dele. Testemunhas relataram que Suelen já havia sido agredida anteriormente por Anderson, mas não denunciou o marido por medo de represálias.

Após a prisão, Anderson foi interrogado formalmente e negou o crime, apontando um ex-companheiro da vítima como autor do feminícidio. Segundo a delegada, a versão foi descartada por imagens de câmeras que mostram apenas o casal e os amigos entrando na casa e pelo relato das testemunhas de que o imóvel estava trancado, apenas com o casal dentro dele.

A Ouvidoria da Câmara de Guarapuava emitiu nota de pesar pela morte de Suelen, vítima de feminicídio. "Suelen tinha uma vida pela frente e deixa três filhos, que agora enfrentam a dor irreparável da perda da mãe de forma prematura", diz a nota.




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