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Grande ABC tem média de 11 furtos ou roubos de bolsas e mochilas por mês

Entre janeiro e maio deste ano, foram 56 casos registrados; especialista explica que objeto é visado pelo potencial financeiro no interior

11/07/2026 | 08:11
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FOTO: André Henriques/DGABC
FOTO: André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Grande ABC registrou uma média mensal de 11 furtos ou roubos de bolsas e mochilas. Segundo dados compilados da SSP (Secretaria da Segurança Pública), entre janeiro e maio deste ano, foram 56 casos desses objetos subtraídos na região.

Por armazenarem itens de valor, como notebooks, celulares e dinheiro, bolsas e mochilas costumam ser alvos frequentes de criminosos, conforme explica a advogada e especialista em Direito Criminal, Nicolle Scaramuzza.

Recentemente, o crime voltou a ganhar repercussão após um homem levar uma rasteira de outro por supostamente ter roubado uma bolsa de uma mulher em Taubaté, no Interior do Estado. O caso aconteceu no último sábado (4) e, nas imagens de câmeras de segurança, é possível ver o suspeito correndo com o objeto em mãos e indo ao chão após o chute.

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No Grande ABC, Santo André e São Bernardo lideram as estatísticas, com 16 e 15 registros, respectivamente. Na sequência aparecem Diadema (13), Mauá (6), Ribeirão Pires (3), São Caetano (2) e Rio Grande da Serra (1).

“Embora, estatisticamente, o número da região possa parecer reduzido quando comparado a outras modalidades criminosas, ele merece atenção. Crimes patrimoniais desta natureza afetam diretamente a sensação de segurança da população e geram prejuízos que frequentemente ultrapassam o valor material dos bens subtraídos, considerando o acesso a dados pessoais, informações bancárias e documentos”, disse a advogada.

Para a especialista, há possibilidade de subnotificação do delito, visto que muitas vezes as pessoas podem não realizar o Boletim de Ocorrência. “Mudanças (tecnológicas) também influenciaram as dinâmicas dos crimes patrimoniais. Em vez de subtrair bolsas e mochilas inteiras, passaram a direcionar a ação ao celular, por exemplo, justamente porque centraliza dados pessoais financeiros, proporciona retorno mais rápido e potencialmente valor maior”, comentou. No primeiro trimestre deste ano, foram contabilizadas 3.224 ocorrências de roubo e furto de celular na região. 

O morador de Santo André e técnico de manutenção de aeronaves, Aurilson Frazon, 53 anos, explicou que utiliza uma mochila todos os dias para facilitar o deslocamento, mas evita ao máximo retirar o objeto das costas com medo de algum roubo. “Seja aqui ou em qualquer lugar, quem está com mochila ou bolsa está sujeito ao assalto, quando menos esperar eles (criminosos) levam embora. O tempo inteiro fico ligado, não dá para bobear”, contou Frazon.

Já a funcionária pública andreense, Karina Barreto Zucchi Osawa, 53, tende a usar o item na parte da frente do corpo, evitando que alguém pegue facilmente. “Levo bastante coisa na bolsa, mas geralmente as mais valiosas, como celular e cartão, não deixo para não ter dor de cabeça caso aconteça. Além de ser uma invasão de privacidade, é falta de policiamento militar”, falou Karina.

QUEDA

Na comparação com os cinco primeiros meses de 2025, as sete cidades da região registraram queda de 25% no número de casos. No mesmo período do ano passado, foram contabilizadas 75 ocorrências de roubo e furto de bolsas, segundo dados da SSP.

“A redução é um sinal positivo, mas, do ponto de vista da segurança pública, qualquer índice de criminalidade patrimonial deve ser analisado com cautela. Mesmo com a queda, 56 pessoas foram vítimas desse tipo de crime em apenas cinco meses, um número que ainda causa preocupação. Além do prejuízo material, esses delitos afetam a liberdade de circulação da população e ampliam a sensação de insegurança nos espaços públicos. Por isso, o combate a esse tipo de ocorrência exige uma atuação integrada do Estado”, ressaltou Nicolle.

Em nota, a SSP disse que intensifica permanentemente ações de prevenção e repressão aos crimes patrimoniais no Grande ABC. “O policiamento é direcionado a partir da análise dos indicadores criminais, permitindo reforçar a presença em locais, horários, além de subsidiar investigações voltadas à identificação e prisão de autores e grupos criminosos que atuam especificamente em crimes patrimoniais, incluindo roubos e furtos a bolsas e mochilas”, comunicou.

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