Ex-'Diário' Conversa acontece no espaço cultural Alpharrabio, neste sábado (11) às 10h30, para promover seu livro 'Olho no Mundo'
FOTO: Celso Luiz/DGABC

O renomado fotógrafo andreense Pedro Martinelli volta à sua cidade natal neste sábado (11) às 10h30, para um bate-papo sobre o seu novo livro de memórias, Olho no Mundo, lançado pela Terra Virgem Edições.
O evento, que acontece de forma gratuita no espaço cultural Alpharrabio, na rua Eduardo Monteiro, 151, Bela Vista, Santo André, faz parte do ciclo de debates sobre fotografia promovido pelo projeto Encontros Decisivos.
Considerado um dos mais importantes fotojornalistas do Brasil, Pedro Martinelli registrou desde eleições de papas, passando por guerras na América Latina, até Copas do Mundo e nus femininos.
Durante dois anos ao lado dos irmãos Villas Bôas, registrou com exclusividade os chamados “índios gigantes”, na década de 1970, durante as inúmeras incursões que fez pela Amazônia.
Anos depois, embrenhou-se pelas matas e rios amazônicos em seu próprio barco num projeto pessoal de fôlego, que lhe rendeu livros importantíssimos: Panará, a volta dos índios gigantes (1998); Amazônia, o povo da Águas (2000); Mulheres da Amazônia (2004) e Gente X Mato (2008).
No livro Olho no Mundo, Martinelli conta saborosos detalhes destes e de outros episódios de sua carreira profissional, com uma narrativa irresistível e em primeira pessoa elaborada pelo renomado jornalista e escritor Carlos Maranhão, que seduz quem se interessa por fotografia, jornalismo e boas histórias.
Pedro Martinelli iniciou sua carreira como fotógrafo na Gazeta Esportiva em 1967. Trabalhou no Diário do Grande ABC e em O Globo, onde, ainda jovem, cobriu a expedição de contato com os Kranhacãrore (Panará) durante a abertura da rodovia Cuiabá-Santarém.
Atuou na revista Veja e dirigiu o Estúdio Abril por mais de uma década. Desde 1994, dedica-se a documentar a vida na Amazônia. Influenciado por Cláudio Villas Bôas, viveu longos períodos na floresta, registrando a relação entre homem e natureza.
Seu trabalho culmina em projetos autorais como os livros Amazônia, o povo das águas, Gente x Mato, Mulheres da Amazônia, sempre marcados por uma abordagem sensível e pelo uso de câmeras mecânicas.
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