
Petróleo fechou em queda nesta sexta-feira, 10, apesar de encerrar em alta na semana, diante da retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã que ameaçam o transporte marítimo no Estreito de Ormuz e elevam as preocupações com a oferta da commodity.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para agosto operava em queda de 0,93%, a US$ 71,41 o barril, por volta das 14h30 (de Brasília), em pregão eletrônico. O petróleo Brent para setembro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), encerrou em queda de 0,38% (US$ 0,29), a US$ 76,01 o barril. Na semana, o WTI subiu 3,82% e o Brent avançou 5,39%.
O petróleo oscilou no pregão, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira que governo americano e o Irã concordaram em continuar as negociações de paz, mas que Washington disse a Teerã "em termos inequívocos", que o cessar-fogo entre os dois países acabou.
O Irã retrucou: o presidente do Parlamento do país, Mohammad Bagher Ghalibaf, respondeu que o conflito entre Teerã e Washington "jamais terminará com a rendição do Irã" e declarou que o país está preparado para responder militarmente caso os Estados Unidos descumpram o memorando firmado entre as partes.
Para analistas da Ritterbusch & Associates, embora a queda de preços das últimas duas sessões sugira otimismo do mercado em relação às negociações, o impasse poderia facilmente continuar durante grande parte deste mês. "Essas conversas podem se mostrar sem sentido, a menos que haja uma definição sobre o controle do Estreito de Ormuz", dizem.
A Agência Internacional de Energia (AIE) informou nesta sexta-feira que a recente escalada das hostilidades entre os dois países pode mudar o rumo da previsão de um significativo excedente no mercado de petróleo no próximo ano, diante das incertezas sobre o rumo do conflito.
No radar, a Ucrânia voltou a atacar a infraestrutura energética da Rússia, com drones atingindo uma refinaria de petróleo na região sul de Krasnodar. As explosões levaram a uma nova corrida aos postos de gasolina pela população russa.
*Com informações da Dow Jones Newswires.
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