
Como parar Messi? Essa foi a primeira pergunta que o técnico da Suíça, Murat Yakin, precisou responder nesta sexta-feira, 10. Sua equipe enfrenta a Argentina neste sábado, 11, em Kansas City, pelas quartas de final da Copa do Mundo.
"É uma excelente pergunta. Temos muitas soluções e vamos tentar escolher a melhor delas. Precisamos funcionar como grupo, como uma unidade. Queremos trocar passes com qualidade, pressionar alto e enfrentar a Argentina, atual campeã mundial e defensora do título.
Sabemos da dificuldade, mas temos nossas soluções (para parar Messi)", disse Yakin. Messi divide a artilharia da Copa do Mundo com Kylian Mbappé, da França, com oito gols, mas disputou um jogo a menos. Para o capitão da Suíça, o meio-campista Granit Xhaka, do Sunderland e que atuou por muitos anos no Arsenal, é difícil neutralizar o argentino durante os 90 minutos, mas ele acredita que sua equipe está preparada para isso.
"Não sei se é possível parar (Messi) durante 90 minutos. É muito difícil. Precisamos ser inteligentes, fechar os espaços e não permitir que eles tenham liberdade. Temos que jogar o nosso futebol e impedir que eles controlem a bola", afirmou Xhaka.
A Suíça volta a enfrentar a Argentina em uma Copa do Mundo 12 anos depois. Xhaka esteve em campo nas oitavas de final do Mundial de 2014, no Brasil, quando um gol de Ángel Di María, na prorrogação, garantiu a vitória argentina após um confronto equilibrado. "Em 2014 disputei minha primeira Copa do Mundo e enfrentei a Argentina.
Não foi uma lembrança agradável. Agora temos uma nova geração e queremos vencer. Vamos tentar criar problemas para a Argentina, como temos feito nos últimos anos. Somos uma nova Suíça, um novo time", disse o meio-campista.
Yakin confirmou que a principal revelação suíça, o meia Johan Manzambi, de 20 anos, está fora da partida por causa de uma lesão no joelho. O jogador foi contratado recentemente pelo Newcastle, da Inglaterra, por 60 milhões de euros, após atuar pelo Freiburg, da Alemanha. Sobre as insinuações de que a Argentina tem sido beneficiada pela arbitragem, Yakin evitou entrar em polêmica.
O técnico do Egito, Hossam Hassan, afirmou que houve manipulação e que a Copa do Mundo estaria sendo conduzida para favorecer os argentinos. "Considero que as partidas têm sido muito justas. Hoje, com o árbitro de vídeo, quase tudo pode ser controlado.
Sabemos da força da Argentina e da intensidade física que apresenta. Cada jogador precisa saber exatamente o que fazer. No fim, tudo será decidido dentro de campo", afirmou Yakin.
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