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Espanha: incêndio florestal em Almería mata ao menos 12 e deixa 23 desaparecidos

10/07/2026 | 10:05
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Um dos incêndios florestais mais mortais já registrados na Espanha deixou ao menos 12 mortos na noite de quinta (9) para sexta-feira, 10, segundo autoridades, enquanto temperaturas extremas atingem grande parte do país. As chamas se espalharam pela província de Almería, no sul, um destino turístico popular, e várias vítimas foram encontradas dentro de veículos carbonizados, indicando que tentavam fugir do fogo.

Oito pessoas ficaram feridas e outras 23 seguem desaparecidas, afirmou o líder regional da Andaluzia, Juan Manuel Moreno. Cerca de 150 bombeiros e 220 soldados da unidade militar de emergências atuavam no combate ao incêndio, que já consumiu mais de 3.200 hectares de florestas e áreas agrícolas. Autoridades regionais disseram que quatro cidadãos britânicos e outros estrangeiros não especificados parecem estar entre os mortos.

O incêndio começou em um pequeno povoado em uma área semiárida perto das montanhas Sierra de Los Filabres. A causa ainda não foi confirmada, mas relatos iniciais recebidos pelos serviços de emergência apontam que uma linha de energia caída pode ter provocado o foco, que se alastrou rapidamente para uma área de mata. Segundo Antonio Sanz, responsável pelos serviços de emergência da Andaluzia, a maioria das vítimas morreu ao tentar escapar e ao ignorar a orientação para permanecer em local seguro. Sete pessoas teriam morrido a pé após abandonar os carros em busca de uma rota de saída.

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O primeiro-ministro Pedro Sánchez lamentou as mortes e disse haver "imensa tristeza e desolação" diante das consequências do incêndio em Almería.

A tragédia ocorre enquanto a Europa volta a enfrentar uma onda de calor. A Espanha tem registrado episódios mais frequentes e severos nos últimos anos, com temperaturas acima de 40ºC, cenário em que vento, calor e pouca chuva favorecem a rápida expansão de focos de incêndio. Em junho, o país teve dias de calor recorde, e mais de 1.000 mortes em excesso foram atribuídas às altas temperaturas.

Segundo o serviço Copernicus de Mudança Climática da União Europeia, a Europa é o continente que mais aquece no planeta, com as temperaturas avançando a um ritmo duas vezes maior do que a média global desde os anos 1980. Partes da Europa Ocidental enfrentam a terceira onda de calor em seis semanas. Na França, autoridades elevaram o alerta para risco muito alto de incêndios após grandes focos no sul queimarem milhares de hectares e colocarem os serviços de combate ao fogo sob forte pressão.

Cientistas afirmam que a mudança climática, impulsionada em parte pela queima de combustíveis fósseis, aumenta a frequência e a intensidade do calor e da seca, elevando a vulnerabilidade de algumas regiões a incêndios florestais. A Espanha, em particular, tem histórico recente de temporadas severas. No ano passado, mais de 393 mil hectares queimaram, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais.

Em 2017, um grande incêndio em Portugal deixou 66 mortos em Pedrógão Grande, episódio marcado por dezenas de mortes em uma estrada durante tentativa de fuga de carro. Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.




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