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EUA e Irã retomam contatos diplomáticos mediados pelo Catar, mas mantêm retórica de confronto

10/07/2026 | 09:09
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Mediadores do Oriente Médio intensificaram os esforços para evitar uma nova escalada entre Estados Unidos e Irã, após dias de ataques que deram lugar a uma pausa considerada frágil, informou o The New York Times nesta sexta-feira, 10. Segundo o jornal, o Catar, que ajudou a negociar a trégua entre Washington e Teerã no mês passado, voltou a atuar como intermediário entre os dois países. Bahrein, Kuwait e Jordânia, que abrigam instalações militares americanas, também foram alvo de ataques iranianos nos últimos dias.

O NYT afirma que os confrontos seguiram um padrão já recorrente: ataques atribuídos ao Irã contra embarcações comerciais no Estreito de Ormuz, seguidos por retaliações dos Estados Unidos, contra-ataques iranianos e, posteriormente, um retorno a um impasse instável. Mesmo com a redução das hostilidades nesta sexta-feira, o jornal ressalta que ainda não está claro se os novos esforços diplomáticos serão suficientes para impedir um novo ciclo de confrontos.

Apesar da tensão, a Fox News informou, citando uma autoridade da Casa Branca, que as negociações técnicas sobre o programa nuclear iraniano continuarão na próxima semana. Segundo a fonte, os ataques do Irã contra embarcações no Estreito de Ormuz constituem "atos terroristas" e representam uma violação do memorando de entendimento firmado entre os dois países. Ainda assim, a autoridade afirmou que o governo dos EUA continua comprometido em buscar uma solução diplomática para impedir que Teerã obtenha uma arma nuclear.

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Enquanto isso, o governo iraniano manteve o discurso de retaliação. Em comunicado, o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional, Mohammad Bagher Zolghadr, afirmou que "qualquer ataque à infraestrutura será respondido na mesma medida" e advertiu que "o regime criminoso sionista", em referência a Israel, "também não ficará a salvo da resposta de nossos combatentes".

O texto, divulgado por canais oficiais iranianos, também faz uma referência indireta ao presidente dos EUA, Donald Trump, chamando-o de "o indivíduo mais odiado do mundo". Na quinta-feira, 9, o The Wall Street Journal revelou planos iranianos de assinar o republicano.




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